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Governo restringe uso de IA em decisões que afetam trabalhadores

Governo limita uso de IA em decisões sobre trabalhadores, abrindo espaço a despedimentos por baixas fraudulentas e impondo serviços mínimos, com layoff especial para calamidades

Depois do não dos patrões e da UGT na Concertação Social, o Governo depende do voto do Chega ou do PS para conseguir aprovar a reforma laboral
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  • O Governo enviou ao Parlamento uma proposta de lei que restringe o uso de inteligência artificial em decisões que afectem trabalhadores.
  • O anteprojeto de reforma laboral, apresentado em julho, não tratava de IA; a nova proposta inclui itens sobre IA na gestão de pessoal e em decisões que afectam a vida dos trabalhadores.
  • A proposta abre a porta a despedimentos por baixas fraudulentas e impõe serviços mínimos.
  • O pacote laboral prevê ainda um layoff especial para responder a calamidades.

O governo apresentou ao Parlamento uma proposta de lei que limita o uso de IA em decisões que afetem trabalhadores. A medida surge no âmbito do pacote laboral em avaliação. O objetivo central é regular como algoritmos e sistemas automatizados intervêm na gestão de pessoal e na vida profissional.

Segundo o texto, o anteprojeto do pacote laboral, apresentado em julho do ano anterior, não fazia referência a algoritmos ou IA. Na nova proposta, enviada ao Parlamento nesta terça-feira, o Governo incluiu pontos específicos sobre a utilização de IA na gestão de pessoal e na tomada de decisões que impactam trabalhadores.

A iniciativa detalha o enquadramento de decisões que envolvem o emprego, com foco na proteção de direitos laborais e na transparência. Além disso, o pacote prevê mecanismos para resposta a situações de crise, incluindo um layoff especial para calamidades.

Mudança de tema: IA no controlo laboral e medidas associadas

A proposta passa a tratar de limites ao uso de IA em decisões como despedimento por baixas fraudulentas e imposição de serviços mínimos. O Governo pretende esclarecer quando e como sistemas automáticos podem influenciar decisões que afetam trabalhadores. O conteúdo ainda está a ser analisado pelo Parlamento.

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