- Trabalhadores da Carris e da Carristur vão aderir à greve geral convocada pela CGTP-IN para 3 de junho, com pré-aviso já entregue.
- O plenário realizado na estação de Miraflores, em Oeiras, aprovou a adesão unânime e solicitou reformular a proposta de negociação para o Conselho de Administração.
- Proposta unificada define atualizações salariais e um subsídio de refeição de 70 euros por dia e 82 cêntimos por dia, respetivamente, que não devem ser inferiores ao ano passado.
- Caso não se alcance o objetivo, os sindicatos mantêm as formas de luta e pedem uma reunião com carácter de urgência ao Conselho de Administração da Carris.
- A Carris é tutelada pela Câmara Municipal de Lisboa; a CGTP-IN solicitou ainda reuniões com o presidente da câmara, Carlos Moedas, e deputados municipais.
- A proposta do Conselho de Administração da Carris apresentada em 18 de março prevê atualização salarial baseada na inflação mais 1% (mínimo de 60 euros) e medidas não salariais já acordadas, acordo que terá sido enviado aos sindicatos no final de abril.
- A CGTP-IN anunciou a greve após negociações com o Governo terem terminado sem acordo, num contexto de revisão da lei laboral em discussão no parlamento.
Os trabalhadores da Carris e da Carristur vão aderir à greve geral convocada pela CGTP-IN para 3 de junho. A decisão foi comunicada à Lusa por uma fonte sindical, indicando já ter sido entregue o pré-aviso de greve. O plenário ocorreu na estação de Miraflores, em Oeiras, no distrito de Lisboa.
Segundo o STRUP, a decisão teve a concordância de todas as estruturas sindicais representativas dos trabalhadores das duas empresas. O pré-aviso de adesão à greve já foi formalizado junto das entidades competentes.
Proposta de negociação e salários
No mesmo plenário, foi aprovada uma reformulação da proposta de negociação para o Conselho de Administração. O objetivo é apresentar uma proposta unificada e definitiva sobre atualizações salariais e o subsídio de refeição, que não devem ficar aquém do ano anterior, fixado em 70 euros e 82 cêntimos por dia.
Caso não haja acordo, os sindicatos ficarão mandatados para manter formas de luta. Foi solicitada uma reunião com caráter de urgência ao Conselho de Administração da Carris, bem como com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e com deputados municipais.
Contexto e enquadramento institucional
Os trabalhadores da Carris enfrentam hoje dois padrões salariais distintos entre setores, o que provoca desigualdades entre profissões, conforme explicou o sindicalista Manuel Leal. A Carristur, detida pela Carris, atua em atividades de turismo e formação, além do aluguer de elétricos históricos e de barcos no Tejo.
A CGTP-IN acionou o pré-aviso de greve geral para 3 de junho após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo. O Governo está a preparar uma proposta de revisão da lei laboral, em discussão parlamentar, após a comunicação de encerramento das negociações na Concertação Social.
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