- O líder da vereação socialista na Câmara de Gaia, João Paulo Correia, acusa o executivo de pagar menos 70% à Suldouro, vendo a medida como irresponsável e um “barril de pólvora” para o futuro.
- Correia afirma que a decisão não tem respaldo jurídico e pode custar muito caro à autarquia, incluindo juros de mora, se a Suldouro levar o caso a tribunal.
- O PS sustenta que reduzir o pagamento à Suldouro descapitaliza a empresa, que gere a reciclagem dos resíduos no aterro de Sermonde, numa parceria entre Gaia e Feira.
- O vereador refere que o problema pode justificar a avença de 14 mil euros mensais recebidos por Poças Martins na Águas de Gaia, e sugere reclamar à ministra do Ambiente sobre os valores aplicáveis.
- Em relação ao concurso para 93 chefias e ao fim do protocolo com oito IPSS, o PS aponta nulidade/instabilidade e ameaça denúncias, enquanto a maioria PSD/CSD/IL assegura que não há motivo de preocupação e que haverá um novo concurso aberto a todas as IPSS do concelho.
O PS/Gaia acusa o executivo liderado por Luís Filipe Menezes de pagar 70% a menos à Suldouro, empresa de reciclagem de resíduos sediada no aterro de Sermonde. Nesta terça-feira, na reunião de câmara, o líder da vereação socialista, João Paulo Correia, qualificou a decisão de irresponsável e contrária a pareceres jurídicos.
Correia sustenta que a medida desvaloriza a empresa que serve Gaia e Feira, pode descapitalizar a Suldouro e pode levar a custos milionários com juros de mora se o tema for a tribunal. Questiona ainda a justificação com base nos valores pagos pelas matérias recicladas.
O socialista aponta que a decisão poderá também justificar a avença de 14 mil euros mensais atribuída a Poças Martins pela Águas de Gaia. Governo afirma que deve ser discutido com a ministra do Ambiente e que a influência junto do Governo é limitada.
Denúncias, concesso de IPSS e controvérsia interna
O PS anunciou uma denúncia às autoridades sobre o concurso de 93 chefias, considerado nulo por alegada irregularidade. O grupo diz que o processo está viciado e que o assunto será levado a inspeção.
Relativamente ao fim de protocolo com oito IPSS, a vereadora Elizabete Silva assegurou que não há motivo de preocupação e que o serviço manter-se-á. Um novo concurso deverá incluir todas as IPSS do concelho, não apenas as oito.
Firmino Pereira, vice-presidente, classificou as críticas de João Paulo Correia como populistas e disse que a estratégia socialista é radical, arriscando manter o PS afastado do poder por longos anos.
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