Foi registado na noite de sexta para sábado, em Lampedusa, o falecimento de uma recém-nascida durante uma operação de desembarque de migrantes. A bebê, acompanhada pela mãe e pela irmã, viajou da Tunísia num barco metálico de pouco menos de 7 metros. No total, 55 pessoas chegaram ao cais Favarolo, entre elas 7 mulheres e 6 menores.
A criança apresentou um estado crítico de hipotermia logo após o desembarque e foi transferida com a mãe para o posto de saúde da ilha, onde não resistiu. Os médicos declararam o óbito pouco depois da chegada.
A Procuradoria de Agrigento abriu um inquérito e determinou a realização de um exame cadavérico para confirmar a causa. O corpo está a ser encaminhado para a câmara mortuária do cemitério de Cala Pisana. A mãe, bem como a outra filha, deverá ser ouvida em breve para clarificar a travessia.
Segundo relatos, a travessia partiu de Sfax-El Amra, na Tunísia, por volta das 2h, num barco com custo estimado entre 400 e 600 euros por pessoa. A mãe marfinense está a receber apoio no hotspot de Imbriacola, junto da outra filha, que também está sob cuidados.
Investigação
O diretor do hotspot confirmou que foram ativados serviços de apoio psicossocial para a mãe e as demais pessoas a bordo. O acompanhamento de saúde e psicossocial prossegue de forma dedicada nas próximas horas.
Reacções
A Sea Watch criticou o desenrolar da situação, salientando que há mortes entre quem salva vidas no mar, enquanto correu um caso de investigação contra o capitão de outro navio. A UNHCR manifestou pesar pela vítima e pela gravidade da situação, destacando a necessidade de proteção às crianças e aos migrantes. A agência está no local para apoiar sobreviventes e familiares.
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