- O ministro das Infraestruturas e Habitação afirmou que 100 mil jovens, que não eram ricos, compraram casa no último ano e meio após as isenções do IMT (imposto municipal sobre imóveis) e do imposto de selo.
- O professor Miguel Pinto Luz destacou que não se tratou de jovens ricos, mas de uma classe média com médicos, engenheiros, jovens trabalhadores e empreendedores.
- A média de transação avaliou-se em cerca de 200 mil euros por casa, segundo o ministro.
- O Governo espera, no próximo verão, ter construído e implementado o programa Construir Portugal – Nova Estratégia para a Habitação, visando enfrentar a crise imobiliária, duas anos antes do previsto.
- Pinto Luz mencionou que o problema da habitação resulta de uma década de evolução demográfica e que imigrantes foram essenciais ao crescimento económico, defendendo um pacote legislativo para cooperativas sem visões sectárias.
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que 100 mil jovens não ricos compraram casa no último ano e meio. A medida, que criou isenções de IMT e de imposto de selo, está na origem do comportamento de compra.
Pinto Luz falou numa conferência em Braga sobre Modelos de Habitação Cooperativa e Colaborativa. Garantiu que a mudança beneficia uma classe média de médicos, engenheiros e jovens trabalhadores, não os mais ricos.
Segundo o ministro, as operações de compra situam-se, em média, perto dos 200 mil euros. Afirmou que a medida não chegou a todos pela falta de maioria parlamentar para acelerar o processo legislativo.
Plano de Habitação e prazos
O governamento espera, no próximo verão, ter construído e implementado toda a estratégia Habitação, parte do programa Construir Portugal. A prioridade é acelerar soluções para a crise imobiliária.
Pinto Luz reconheceu entraves políticos, citando a Lei dos Solos como exemplo de intenções desvirtuadas. Afirmou que o país precisa de consenso para avançar com reformas estruturais.
Contexto demográfico e integração
O ministro mencionou que a habitação foi impactada por uma década de alterações populacionais, com entrada de imigrantes. Defendeu que estes contribuem para a economia, mas exigem políticas públicas adequadas.
No âmbito legislativo, o Governo trabalha para fechar o pacote relativo às cooperativas habitacionais. Apelou ao contributo de todos para soluções comuns e não sectárias.
Mensagem final do ministro
Pinto Luz repetiu a necessidade de plataformas de entendimento para responder a um problema real de acesso à casa. Afirmou que o objetivo é oferecer respostas concretas, não apenas discutidas pela imprensa.
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