- O Papa Leão XIV visitou a Universidade La Sapienza, em Roma, sendo recebido por centenas de estudantes com aplausos e cânticos de apoio.
- No discurso na Aula Magna, pediu que os jovens sejam “artesãos da verdadeira paz” e que a paz seja acompanhada da custódia da Terra, criticando o desarmamento que aumenta tensões.
- Alertou para a evolução desumana da guerra com o uso de novas tecnologias e disse que é necessário cuidar do desenvolvimento da inteligência artificial no âmbito militar e civil.
- Reclamou do crescimento das despesas militares no mundo, especialmente na Europa, dizendo que não se deve chamar defesa a um rearmamento que empobrece educação e saúde.
- Destacou o compromisso da Sapienza com o estudo e com o acesso livre a quem tem menos recursos, mencionando um acordo para abrir um corredor humanitário universitário a partir da Faixa de Gaza.
A Igreja Católica e a Sapienza de Roma viveram uma visita histórica nesta quinta-feira, quando o Papa Leão XIV chegou à Cidade Universitária. O pontífice defendeu a paz, criticou o rearmamento e exaltou o papel da universidade na promoção de justiça social e ecologia. O encontro reuniu centenas de estudantes que aplaudiram ao som de vivas.
A visita começou com a receção dos estudantes e docentes, que entoaram cânticos a apoiar o Papa. Prevost, anfitrião da cerimónia, pediu uma aliança educativa entre a Igreja de Roma e a Sapienza, a maior universidade europeia, fundada no século XIV.
Acolhimento e primeiras palavras
O Papa dirigiu-se à Aula Magna em discurso de cerca de 45 minutos, destacando a universidade como centro de excelência e de acesso ao estudo para quem tem menos recursos. Enfatizou a importância de transformar inquietações em esperança e pediu desarmar conflitos com paz.
Ecologia e o peso do militarismo
Leão XIV associou a crise climática à violência dos conflitos modernos. Criticou o aumento dos gastos militares e alertou para o impacto na educação e na saúde. Pedi cautela no uso de inteligência artificial em contextos bélicos e lembrou a urgência de políticas diplomáticas.
Educação e portas abertas
O Papa elogiou a política académica da Sapienza de promover o acesso ao ensino superior para jovens de diferentes origens, incluindo refugiados e pessoas com deficiência. Destacou ainda o acordo para abrir um corredor humanitário universitário a partir da Faixa de Gaza.
Continuidade institucional
A visita marca uma nova etapa nas ligações entre papado e Sapienza, após visitas recentes de Bento XVI e João Paulo II. A reitora Polimeni acompanhou o Papa, que percorreu a avenida da universidade num carrinho elétrico, recebendo aplausos ao longo do trajeto.
Conclusão da agenda
Antes de terminar a ida à capela Divina Sapienza, o Papa reiterou o apelo pela verdade na pesquisa, pela dignidade humana e pela fé como bússola em tempos de incerteza. A visita encerrou-se com cumprimentos à comunidade académica.
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