Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ordem franciscana em Madrid com 300 casas despeja idoso e prega pobreza

Despejo de reformado de 67 anos em Madrid reacende debate sobre habitação e gestão de património da Ordem Terceira de São Francisco

Manuel Ordaz, idoso despejado em Madrid, 7 de maio de 2026
0:00
Carregando...
0:00
  • Mariano Ordaz, reformado de 67 anos, foi finalmente despejado da casa onde viveu toda a vida, após a quinta ordem de despejo.
  • Um vasto dispositivo da Polícia Nacional cercou a zona, com várias carrinhas e viaturas, tornando o despejo chamativo aos olhos públicos.
  • O proprietário é a Venerable Orden Tercera de San Francisco de Asís de Madrid, que gere mais de 300 apartamentos no centro da cidade.
  • A moratória de despejos caiu no parlamento em fevereiro, o que pode abrir caminho a até 60 mil despejos de famílias vulneráveis em todo o país.
  • Madrid registra aumentos fortes no mercado de arrendamento, especialmente no distrito de Centro, onde as rendas subiram cerca de 21% num ano, com valores quase sempre acima de 2 mil euros mensais.

Apesar de quatro tentativas anteriores ter travado o despejo, a quinta ordem foi concluída na quinta-feira, 7 de maio, e Mariano Ordaz, reformado de 67 anos, perdeu a casa onde viveu toda a vida, no bairro de Embajadores, Madrid Centro. O despejo foi executado pela Venerable Orden Tercera de San Francisco de Asís (VOT).

Desde cedo, a zona esteve cercada pela Polícia Nacional, com até oito carrinhas e quatro carros-patrulha. A atuação foi descrita por ativistas como excessiva, e a tensão dominou o bairro durante a manhã.

Ordaz pode ficar temporariamente num albergue; um amigo ofereceu-lhe um quarto por cerca de 400 euros. Não possui outra solução habitacional viável no momento, devido a rendas elevadas e limitações financeiras.

Propriedade e controvérsia sobre a VOT

A VOT é proprietária de mais de 300 apartamentos no centro de Madrid, e a gestão do património tem sido questionada por críticos que o comparam a um fundo de investimento. Inquilinos relatam falta de manutenção e degradação das condições.

O caso insere-se num contexto de crise habitacional e de fim da moratória de despejos, que voltou a espoletar protestos e debates sobre habitação acessível na capital espanhola.

Contexto económico e mobilização

Segundo organizações de inquilinos, o aumento de rendas em Madrid e no país agrava a exclusão de famílias de cenários estáveis de habitação. Uma manifestação em 24 de maio, com o lema Habitação custa-nos a vida, está marcada para Atocha.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais