- Fawzia al-Otaibi fugiu da Arábia Saudita após ser convocada pelas autoridades.
- As duas irmãs mais velhas não tiveram a mesma sorte: Maryam está proibida de viajar e Manahel permanece detida pelo regime.
- As três irmãs tornaram-se símbolos da contestação ao sistema do “guardião masculino” nas redes sociais, há cerca de dez anos.
- A partir do exílio na Escócia, Fawzia lidera a campanha internacional pela libertação de Manahel.
- Em entrevista ao Jornal de Notícias, a ativista afirma que as reformas promovidas por Mohammed bin Salman contrastam com a perseguição a mulheres que exercem os seus direitos.
Fawzia al-Otaibi saiu da Arábia Saudita após ser convocada pelas autoridades. As suas duas irmãs mais velhas enfrentam restrições: Maryam não pode viajar e Manahel permanece detida pelo regime.
As três irmãs tornaram-se símbolos de oposição ao sistema do guardião masculino, numa movimentação que ganhou força nas redes sociais há cerca de uma década. O grupo desafia publicamente leis e costumes que limitam as mulheres sauditas.
Do exílio na Escócia, Fawzia lidera uma campanha internacional pela libertação de Manahel, criticando as reformas promovidas pelo príncipe Mohammed bin Salman e a repressão a quem defende direitos das mulheres.
Contexto
A entrevista ao Jornal de Notícias descreve a trajetória da família e o impacto do regime sobre as irmãs. O movimento utiliza plataformas digitais para pressionar por mudanças legais e pela libertação de Manahel.
Segundo a reportagem, Manahel permanece detida e Maryam continua proibida de viajar, enquanto Fawzia atua a partir do estrangeiro para mobilizar apoio internacional. Os detalhes são fornecidos pela publicação citada.
Fontes consultadas apontam que a situação ressalta tensões entre reformas sociais anunciadas pelo governo saudita e a repressão a vozes femininas dissidentes, sem que haja confirmação oficial de novas medidas.
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