A CGTP confirmou a convocação de uma greve geral para o 3 de junho, em pleno Dia do Trabalhador, com o objetivo de exigir a retirada do pacote laboral apresentado pelo Governo. A decisão foi anunciada pelo secretário-geral da central sindical numa entrevista à RTP Notícias.
A medida surge num contexto de contestação à reforma laboral e de pressão para que o Governo reveja as propostas existentes. A CGTP ressalva que a mobilização visa alertar para as condições dos trabalhadores e para a necessidade de alterações no atual texto.
A UGT não fechou a porta à participação, mas indica que só decidirá após a reunião da concertação social marcada para 7 de maio. O secretário-geral da central sindical mantém a posição de analisar as respostas no âmbito do processo negocial.
Posição do PS e do Presidente
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, pediu ao primeiro-ministro que retire a proposta de reforma laboral, defendendo lucidez e coragem para construir um quadro de negociação mais estável. A ideia é evitar uma “contra-reforma” que, segundo o PS, fragiliza os trabalhadores.
O Presidente da República alinhou-se com os trabalhadores, sublinhando a importância de uma legislação equilibrada e destacando a necessidade de contenção da precariedade. Em comunicado, reiterou o compromisso com o diálogo entre Governo e parceiros sociais para encontrar soluções justas.
Pelo lado da direção governamental, o Executivo mantém que a discussão continua na concertação social e que é essencial adaptar o código do trabalho às exigências económico-sociais atuais. A presidência assinala que o tema exige responsabilidade de todas as partes.
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