- Cerca de 100 motoristas e operadores TVDE concentram-se junto ao Campo Grande, em Lisboa, exigindo aumento das tarifas, exclusão do táxi no setor e apoio aos combustíveis.
- Protesto prevê marcha a pé até às sedes da Bolt, na Avenida da Liberdade, e da Uber, na Avenida Barbosa du Bocage, com chegada prevista à Assembleia da República por volta das 13h.
- Um dos manifestantes pediu aos colegas para ligarem as apps, mas não aceitarem serviços, num ato de protesto com megafone e coro de assobios, palmas e apitos.
- As reivindicações centrais são o aumento urgente das tarifas, a rejeição da entrada do táxi no regime TVDE e o apoio ao aumento do preço dos combustíveis.
- O movimento é promovido pela Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados (APTAD) e pela Associação Nacional Movimento — TVDE (ANM-TVDE); dados oficiais indicam 39.615 motoristas certificados ativos e 14.649 operadores ativos em março.
Cerca de 100 motoristas e operadores TVDE concentraram-se junto ao Campo Grande, em Lisboa, nesta quarta-feira. O protesto exige aumento urgente das tarifas, rejeição da entrada do táxi no regime TVDE e apoio ao preço dos combustíveis. O objetivo é manter o setor sob as regras atuais e alertar o Governo.
Os manifestantes previam seguir a pé para as sedes da Bolt, na Avenida da Liberdade, e da Uber, na Avenida Barbosa du Bocage, com uma passagem prevista pela Assembleia da República por volta das 13:00. Um dos intervenientes utilizou um megafone para convocar os colegas a fazerem barulho e a manter o foco no objetivo da ação.
Entre as reivindicações estão o aumento das tarifas por parte das plataformas, a rejeição de mudanças que permitem o táxi entrar no regime TVDE e um apelo ao Governo para apoiar o setor face aos custos com combustíveis. Organizações associadas ao movimento confirmaram a adesão e repetiram o alinhamento em três pontos-chave.
Segundo Ivo Fernandes, da Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados (APTAD), e Victor Soares, da ANM-TVDE, o protesto reflecte reivindicações comuns apesar de diferenças internas. Promotores e criadores de conteúdo ligados ao TVDE integram o movimento, incluindo Bruno Benedito, Tiago TVDE do tuga, Rui TVDE e Américo Matos.
Durante a manhã, os organizadores entregaram em mãos um caderno reivindicativo dirigido às plataformas e aos decisores políticos. Em paralelo, um grupo que se identifica como trabalhadores de Glovo, Uber Eats e TVDE anunciou uma paralisação de 24 horas para o mesmo dia.
Dados oficiais da plataforma de monitorização do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, em parceria com a Uber e a Bolt, indicam que, em março, estavam ativos 39.615 motoristas certificados e 14.649 operadores ativos no conjunto do país. As cifras ajudam a fundamentar a mobilização do setor.
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