Um movimento apartidário de mulheres ciganas participa no desfile comemorativo do 25 de Abril de 2026, em Lisboa, com o objetivo de celebrar a liberdade e a democracia. A iniciativa surge como epicentro da reconstrução de Abril, em vez de apenas marcar um momento.
Segundo a organização, o foco é registar a história de um Abril ainda por cumprir e dar visibilidade a uma dimensão de criação, organização de pensamento e emancipação das mulheres ciganas. A ação pretende reforçar uma memória inclusiva da revolução de 1974.
Mulheres ciganas em processo de reconhecimento público
A iniciativa enfatiza que as vozes femininas ciganas têm sido, por vezes, marginalizadas no espaço público, e que é preciso não ceder a estereótipos. O movimento busca consolidar uma representação autónoma e contínua no ativismo, na cultura e na política antirracista.
A autora da proposta descreve um «feminismo intuitivo», nascendo da experiência diária de resistência a estruturas que limitam o espaço cívico. O objetivo é criar espaço público para propostas de organização, pensamento e ação das mulheres ciganas.
Este movimento não se propõe apenas a assinalar um momento, mas a construir uma memória cronológica da pertença e da identidade ciganas. A participação no desfile serve para ligar juventude e geração adulta, fortalecendo a genealogia de futuras ações.
Futuro e impactos
A iniciativa afirma que o horizonte é imediato e concreto, promovendo uma organização progressista capaz de traduzir pensamento em prática. O objetivo é reforçar políticas antirracistas equilibradas com as prioridades das mulheres ciganas, sem perder a dinâmica de inclusão.
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