- O regresso de Pedro Nuno Santos ao Parlamento deixou a Assembleia da República sem pessoas com deficiência nas bancadas.
- O ex-secretário-geral do PS retomou o mandato na quarta-feira, após seis meses de ausência, tendo sido substituído por Lia Ferreira.
- Lia Ferreira, arquiteta e investigadora na área, paraplégica, disse ao Correio da Manhã que pessoas com deficiência não se sentem representadas e que a situação é diferente para quem vive a deficiência.
- Defende que quem vive a deficiência deve falar sobre o tema e ter espaço de fala com poder, lembrando que são mais de um milhão e meio de pessoas.
- Ao longo dos últimos 180 dias, a arquiteta afirmou ter observado a necessidade de haver representantes com deficiência nos diferentes grupos parlamentares.
O regresso de Pedro Nuno Santos ao lugar de deputado deixou a Assembleia da República sem pessoas com deficiência nas bancadas. O ex-secretário-geral do PS retomou o mandato na quarta-feira, após seis meses de ausência, durante os quais Lia Ferreira o substituiu.
Lia Ferreira, arquiteta e investigadora na área, explicou ao Correio da Manhã que o regresso muda a perceção de representação para as pessoas com deficiência, que passam a sentir menos identificadas com as bancadas.
A deputada e investigadora defende que ninguém melhor do que as pessoas com deficiência para falar sobre o que vivem. Estima que há mais de 1,5 milhões de pessoas com deficiência em Portugal e pede espaço de fala com poder.
Ao longo dos últimos 180 dias, Lia Ferreira afirmou que repetidas vezes foi notório que os diferentes grupos parlamentares deveriam ter representantes com deficiência, destacando a diferença entre sensibilidade e vivência direta.
Ferreira, que investiga o tema há mais de 20 anos, reforça a necessidade de maior inclusão de pessoas com deficiência nas decisões que impactam o seu dia a dia.
Impacto no parlamento
- A presença de Pedro Nuno Santos marca o retorno de uma figura central do PS aos trabalhos, com menos voz representativa de deficiência disponível de imediato.
- A discussão pública sobre representatividade pode incentivar futuras nomeações e debates sobre inclusão nas bancadas.
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