- Entre 2021 e 2025, morreram 328 doentes à espera de cirurgia cardíaca em Portugal.
- Os dados foram tornados públicos pela secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.
- O Governo pretende tornar a Unidade Local de Saúde de Santo António, no Porto, num centro de referência para a colocação de válvulas aórticas percutâneas (TAVI).
- O hospital enfrenta a impossibilidade de operar devido a não haver um cirurgião cardíaco disponível.
- A medida enquadra-se numa estratégia para reduzir tempos de espera e melhorar o acesso a intervenções cardíacas.
O Governo revelou que 328 doentes morreram à espera de cirurgia cardíaca entre 2021 e 2025. Os dados foram tornados públicos pela secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.
Segundo Ana Povo, a lista de espera inclui intervenções com maior atraso, destacando-se a colocação de válvulas aórticas percutâneas (tavis). A secretária de Estado mencionou a urgência de estratégias para reduzir o tempo de espera.
A Unidade Local de Saúde de Santo António, no Porto, é apontada pelo Governo como potencial centro de referência para tais procedimentos. A ideia envolve tornar a instituição afiliada a esta intervenção de alto impacto.
O Hospital de Santo António enfrenta um desafio: o único cirurgião cardíaco do hospital não pode operar, o que agrava a situação de filas de espera para intervenções cardíacas. Não foram avançadas datas para alterações operacionais.
Segundo o governo, a designação como centro de referência visa facilitar o acesso a tavis e outras intervenções, com impacto direto na redução de tempos de espera. A decisão depende de avaliação de entidades competentes.
Proposta de centro de referência
A transferência de responsabilidades e a criação de um polo dedicado em Lisboa ou no Norte visa melhorar a organização dos recursos. As autoridades aguardam pareceres técnicos para confirmar a viabilidade.
Entre na conversa da comunidade