- A UGT ainda não está confortável com a última versão da reforma laboral e afirma manter-se disponível para negociar se o Governo apresentar propostas que melhorem o texto.
- O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, afirmou após as audiências com o Presidente da República que a central pode avaliar novas propostas do Governo que melhorem as alterações à lei laboral.
- Os patrões, representados pela CIP e outras confederações, mantêm dúvidas de que se possa avançar significativamente e pedem leitura atenta do documento.
- Algumas confederações, como a Confederação do Turismo de Portugal, dizem estar disponíveis para voltar à mesa desde que haja propostas concretas; a CGTP sustenta que a reforma é inconstitucional devido ao processo negocial.
- No final, o Presidente da República sublinhou o desejo de diálogo construtivo entre todas as partes para colocar os interesses do país em primeiro lugar.
A UGT mantém a posição de que a reforma laboral pode ser alvo de novas negociações, desde que o Governo apresente propostas que melhorem o atual pacote. O secretário-geral da central, Mário Mourão, saiu de Belém após a ronda de audiências com o Presidente da República sem estar confortável com o que está em cima da mesa.
Segundo Mourão, a UGT está disponível para continuar o diálogo caso surjam alterações que acrescentem melhorias ao texto. O próximo passo depende, sobretudo, de propostas governamentais que possam alterar o conteúdo das alterações à lei laboral.
Entre os principais intervenientes, a CIP questiona a distância entre as posições e desafia os representantes a lerem o documento completo, sem receios. A Confederação dos Agricultores de Portugal sinaliza que, após muitas horas de negociação, é hora de cada parte definir a posição.
Posições dos intervenientes
Os patrões do comércio também manifestam dúvidas quanto a avanços significativos nas conversas. Em contrapartida, a Confederação do Turismo de Portugal diz estar disposta a retomar as negociações assim que houver propostas concretas da UGT. A CGTP mantém críticas à reforma, alegando inconstitucionalidades associadas ao ritmo das negociações.
António José Seguro, em nota divulgada pelo site da Presidência, registou o desejo de que todas as partes se disponham a um diálogo construtivo, mantendo os interesses do País como prioridade. O cenário permanece em aberto, com a administração pública a acompanhar os próximos passos das negociações.
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