- A Câmara de Lisboa aprovou a delimitação da Unidade de Execução Marvila-Beato (UEMB), com cerca de 28 hectares, para criar uma nova polaridade urbana na área.
- A UEMB fica maioritariamente em Marvila, no limite com Beato, e surge após interesse da Floris Marvila, S.A., proprietária de parcelas para reconversão urbana.
- A delimitação pretende mitigar o efeito de seccionamento das linhas ferroviárias Norte e de Cintura, articulando a área com a futura Terceira Travessia do Tejo.
- Os objetivos incluem densificação, habitação, parque verde, rede de mobilidade suave e melhoria de ligações com a envolvente, incluindo cobertura da linha ferroviária entre a calçada do Duque de Lafões e a Torre do Marialva.
- Oposição do PCP, BE e Livre, abstenção do Chega, e votos a favor do PS e da liderança PSD/CDS-PP/IL; o assunto foi alvo de duas consultas públicas e o debate sobre o IV Plano Municipal para a Integração de Migrantes 2026-2027 foi adiado.
A Câmara Municipal de Lisboa aprovou, nesta quarta-feira, a delimitação da Unidade de Execução Marvila-Beato (UEMB). A medida visa criar uma nova polaridade urbana num território de cerca de 28 hectares, para melhorar a integração entre Marvila e Beato e mitigar o efeito de seccionamento das linhas ferroviárias.
A proposta, apresentada pelo vereador do Urbanismo, Vasco Moreira Rato, foi aprovada com votos a favor do PS e da coligação PSD/CDS-PP/IL. Contaram com votos contra do Livre, BE e PCP e com a abstenção do Chega, segundo a Câmara.
A UEMB situa-se maioritariamente em Marvila, no limite com Beato, e resulta da manifestação de interesse da Floris Marvila, SA, proprietária de parcelas relevantes que pretendem reconverter urbanisticamente. A área total é de cerca de 28 hectares.
O documento assume que o afastamento da área dos setores vizinhos deve-se ao seccionamento criado pela Linha do Norte e pela Linha de Cintura, bem como aos acessos previstos da Terceira Travessia do Tejo. O objetivo é promover uma nova centralidade e uma área de ligação entre tecidos urbanos.
Entre os objetivos estão a melhoria da estruturação associada à Terceira Travessia do Tejo, a redução de impactos dos corredores de transporte e a redução de assimetrias sociais. Pretende-se ainda atrair emprego e densificar o planeamento urbano da zona.
A UEMB prevê ainda ações específicas, como disponibilizar habitação, criar um parque verde, reforçar a mobilidade suave e estender a rede ciclável. Também inclui a cobertura da linha do Norte entre a Calçada do Duque de Lafões e a Torre do Marialva.
A Câmara realizou dois períodos de discussão pública, entre 2025 e 2026, e entre 2026 e 2027, com foco em mobilidade, equipamentos, habitação e qualificação do espaço público. As participações já estavam alinhadas com os objetivos da delimitação.
Durante a sessão, o PCP criticou a metodologia, indicando prioridade aos interesses imobiliários em detrimento do interesse público. A reunião também adiantou a discussão do IV Plano Municipal para a Integração de Migrantes 2026-2027 para uma data futura.
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