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Paulo Raimundo acusa governo de transformar a vida da juventude num inferno

Durante sessão com estudantes em Lisboa, Paulo Raimundo diz que reformas laborais agravam a precariedade entre jovens e convoca mobilização contra a maioria absoluta

Secretário-geral do PCP diz que Governo torna vida da juventude mais precária com "baixos salários e mais instabilidade"
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  • Numa sessão pública com estudantes na sede do Conselho Nacional da Juventude, em Lisboa, Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, criticou o Governo.
  • Disse que as reformas estão a transformar a vida da juventude na geração mais precária, com baixos salários e mais instabilidade.
  • Afirmou que, se a lei laboral avançar, haverá acumulação de precariedade à precariedade, alegando que os jovens são os mais precários de todos.
  • Apontou que muitos jovens têm contratos precários, a prazo, a tempo, a dia e falsos recibos verdes.
  • Os estudantes manifestaram-se contra a degradação da escola pública, o aumento de propinas, os exames nacionais, a elitização do ensino superior, o preço elevado e a falta de alojamento estudantil; uma aluna do Porto mencionou preocupações sobre um sistema de avaliação que pode promover triagem, com provas de numeracia, literacia e inglês incluídas na proposta de decreto-lei do Ministério da Educação.

Numa sessão pública com estudantes na sede do Conselho Nacional da Juventude, em Lisboa, Paulo Raimundo denunciou que o Governo está a transformar a vida da juventude numa fase de grande precariedade, com salários baixos e maior instabilidade.

O secretário-geral do PCP afirmou que, se a lei laboral avançar, poderá aumentar a precariedade dentro da precariedade, afetando sobretudo quem está no início da vida laboral. Segundo Raimundo, os jovens enfrentam contratos precários, a prazo ou a tempo, com recibos verdes simulados.

Raimundo afirmou que o primeiro-ministro aponta para uma juventude que pretende uma lei moderna, mas criticou a percepção de que os jovens vivem bem com a precariedade permanente. Os jovens presentes manifestaram-se contra a degradação da escola pública, o aumento de propinas, a elitização do ensino superior e a falta de alojamento estudantil.

Reivindicações e contexto

Durante a sessão, uma estudante do Porto acusou o Governo de dificultar o acesso ao ensino superior com um sistema de avaliação que favorece a triagem, fazendo referência às provas de numeracia, literacia e inglês incluídas na proposta de decreto-lei do Ministério da Educação.

Os estudantes também apontaram para fatores que consideram agravarem o custo de vida académico, como o preço elevado de propinas, a falta de opções de alojamento e a perceção de que o sistema educativo está cada vez mais segmentado.

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