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Ordem dos Psicólogos reforça compromisso contra abusos após Cristina Ferreira

Ordem dos Psicólogos reforça compromisso ético nos meios de comunicação após carta aberta sobre violência sexual e polémica em debate televisivo

Protesto no Porto contra a violência contra as mulheres, em 2019
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  • A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) afirma que já existem diretrizes para a atuação de psicólogos nos meios de comunicação social, desde 2022.
  • A organização reiterou o compromisso com uma intervenção ética, responsável e fundamentada cientificamente, disponível para responder ao tema.
  • A OPP define que, sempre que um ato sexual não é consentido, é abuso sexual, e que assistir a atividades de cariz sexual sem consentimento também o é.
  • O esclarecimento surge na sequência da Carta Aberta “A violação não é matéria de opinião”, assinada por mais de uma centena de personalidades, e que contestou declarações de Cristina Ferreira e de Inês Balinha Carlos na TVI.
  • A OPP mantém recomendações sobre comunicação social, incluindo rigor, independência e utilização de informação com base científica, bem como formação contínua e materiais de literacia para o público.

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) reiterou o seu compromisso com a defesa de uma intervenção ética e baseada em evidência na comunicação pública. Em resposta à Carta Aberta “A violação não é matéria de opinião”, a instituição esclarece as suas recomendações para a presença de psicólogos nos média e oferece apoio para responder às preocupações expressas.

Segundo o comunicado, já existem diretrizes sobre a participação de psicólogos nos meios de comunicação social. A OPP afirma estar disponível para desenvolver o que for necessário para assegurar uma comunicação pública rigorosa e fundamentada.

A carta em causa reuniu mais de uma centena de personalidades que pediam regras claras para a atuação de psicólogos em debates públicos, especialmente após as declarações de Cristina Ferreira e de Inês Balinha Carlos. A OPP reconhece a relevância das preocupações expressas.

Regras e princípios operacionais

A Ordem recorda que, desde agosto de 2022, existem recomendações para a relação entre psicólogos e os média, com ênfase em competência, privacidade e dignidade humana. A independência e o rigor científico devem guiar as declarações públicas.

Os psicólogos são convidados a reportar factos com fundamentação científica, utilizar o direito de rectificação quando necessário e permitir o contraditório. Devem limitar as declarações ao que lhes é relevante e evitar afirmações não fundamentadas.

O código deontológico reforça a obrigação de atuar com formação adequada e atualização contínua. O não cumprimento pode afetar clientes e o prestígio da profissão, afirma a OPP.

Sobre o caso concreto

A porta-voz da OPP esclarece que, sempre que haja más práticas, qualquer pessoa pode apresentar queixa ao Conselho Jurisdicional da Ordem. A instituição não comenta casos específicos, mantendo o processo institucional como caminho apropriado.

A OPP mantém disponíveis recursos de literacia sobre violência e violência sexual para o público, bem como formação contínua para profissionais. A Ordem trabalha em colaboração com entidades competentes para ações intersetoriais.

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