A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) reiterou o seu compromisso com a defesa de uma intervenção ética e baseada em evidência na comunicação pública. Em resposta à Carta Aberta “A violação não é matéria de opinião”, a instituição esclarece as suas recomendações para a presença de psicólogos nos média e oferece apoio para responder às preocupações expressas.
Segundo o comunicado, já existem diretrizes sobre a participação de psicólogos nos meios de comunicação social. A OPP afirma estar disponível para desenvolver o que for necessário para assegurar uma comunicação pública rigorosa e fundamentada.
A carta em causa reuniu mais de uma centena de personalidades que pediam regras claras para a atuação de psicólogos em debates públicos, especialmente após as declarações de Cristina Ferreira e de Inês Balinha Carlos. A OPP reconhece a relevância das preocupações expressas.
Regras e princípios operacionais
A Ordem recorda que, desde agosto de 2022, existem recomendações para a relação entre psicólogos e os média, com ênfase em competência, privacidade e dignidade humana. A independência e o rigor científico devem guiar as declarações públicas.
Os psicólogos são convidados a reportar factos com fundamentação científica, utilizar o direito de rectificação quando necessário e permitir o contraditório. Devem limitar as declarações ao que lhes é relevante e evitar afirmações não fundamentadas.
O código deontológico reforça a obrigação de atuar com formação adequada e atualização contínua. O não cumprimento pode afetar clientes e o prestígio da profissão, afirma a OPP.
Sobre o caso concreto
A porta-voz da OPP esclarece que, sempre que haja más práticas, qualquer pessoa pode apresentar queixa ao Conselho Jurisdicional da Ordem. A instituição não comenta casos específicos, mantendo o processo institucional como caminho apropriado.
A OPP mantém disponíveis recursos de literacia sobre violência e violência sexual para o público, bem como formação contínua para profissionais. A Ordem trabalha em colaboração com entidades competentes para ações intersetoriais.
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