As inscrições nos cursos de Português Língua de Acolhimento (PLA) mais que duplicaram desde 2020, mas mais de um terço dos participantes não alcançou a certificação necessária para a nacionalidade portuguesa. Os PLA visam imigrantes com 16 ou mais anos cuja língua materna não é o português.
Promovidos pela rede pública de ensino, pelos centros do IEFP e pela rede Centros Qualifica, os PLA certificam níveis A1+A2 e B1+B2. A certificação facilita pedidos de autorização de residência permanente, estatuto de residente de longa duração e nacionalidade.
Entre 2020/2021 e 2025, o número de ações formativas subiu de 1.143 para 2.887, e as inscrições passaram de 22.014 para 56.397. Ainda assim, apenas 34.980 dos inscritos obtiveram certificado em 2025, equivalendo a 62% de aproveitamento e 38% sem conclusão.
Dados por entidades promotoras
O Ministério da Educação regista 3.947 ações formativas PLA até 2026 em estabelecimentos públicos, 5.569 pela rede IEFP e 1.403 por Centros Qualifica. O IEFP atendeu 31.913 cidadãos de várias nacionalidades em 2025.
Origem dos alunos e alterações recentes
Entre as nacionalidades com maior participação, destacam-se a Índia (5.045), Paquistão (2.297), Bangladesh (2.198) e Ucrânia (2.096). Desde 2020, o regime passou a permitir formação total ou parcialmente à distância, desde que haja condições técnicas adequadas.
Extensão de acesso e modalidade online
As mudanças também abriram o acesso a refugiados com proteção internacional ou temporária, incluindo ucranianos. Hoje, uma parcela relevante da oferta é online, mantendo a qualidade prevista pelas normas.
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