A CGTP afirma que milhares de trabalhadores vão participar na manifestação marcada para esta sexta-feira em Lisboa. O protesto, contra as alterações à lei laboral, parte do Saldanha pelas 14h30 e conclui na Assembleia da República. O secretário-geral Tiago Oliveira diz que a resposta depende da dimensão do ataque ao pacote laboral.
A central sindical descreve o processo negocial como antidemocrático e próximo do vestígio da Constituição, acusando o Governo de afastar a CGTP das negociações. Diz que há propostas já apresentadas que não têm sido discutidas no âmbito das conversações.
A mobilização é seguida por várias estruturas, com pré-avisos de greve em sectores como comércio, serviços, hotelaria, restauração, Administração Pública, ensino, indústria têxtil, metalomecânica e construção. A CGTP já promete manter o caminho de luta.
Sobre o estado das negociações, a CGTP referiu que o Governo tem reunido apenas com UGT e confederações empresariais, deixando a central à margem. A central indica que ainda existem oportunidades para uma intervenção institucional do chefe de Estado.
Na Comissão Permanente de Concertação Social, houve discussões sobre o anteprojeto Trabalho XXI, apresentado pelo Governo em julho de 2025 com mais de 100 alterações. O Governo pretende fechar o processo em breve, com pequenas afinações previstas para esta sexta-feira.
O secretário-geral da UGT admite que ainda não houve acordo, apontando matérias por consensualizar. Pelo lado governamental, os representantes afirmam que o diálogo está em curso, com a expectativa de encerrar o processo nos próximos dias.
Contexto institucional
A CGTP recusa discutir a retirada da proposta sem diálogo ativo e sustenta que o Governo pode manter a negociação. Servem as declarações para contextualizar o ambiente político e social que envolve o pacote laboral.
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