António José Seguro iniciou a primeira Presidência Aberta no interior de Castelo Branco, onde o trajecto das tempestades continua a marcar o quotidiano. O encontro destacou pedidos de apoio e necessidade de respostas rápidas, com foco nos prejuízos recentes.
Em Pedrógão Pequeno, o chefe de Estado desviou-se do roteiro oficial para escutar cerca de três dezenas de residentes, que protestaram pela queda de 1,5 km da Estrada Nacional 2. O grupo diz que o corte prejudica a circulação e a atividade local.
Seguro prometeu levar o caso ao primeiro-ministro Luís Montenegro na reunião semanal marcada para Tomar, respondendo aos relatos que chegam praticamente dois meses após o temporal. O objetivo é acelerar soluções e contatos com os órgãos competentes.
A dor agreste do interior
O Presidente recuou aos seus orígens ao lembrar que também é do Interior e que a resolução de problemas demora. Enfatizou a necessidade de respostas rápidas e de apoios que cheguem com maior celeridade, ouvindo autarcas, empresários e populares.
O tema da recuperação esteve presente em várias paragens. Em Pedrógão Pequeno, o líder político apelou a atitudes que promovam a reativação económica da região, destacando a urgência de acelerar os apoios.
Mais tarde, no Parque de Campismo de Oleiros, Seguro elogiou quem restabeleceu atividades após a ventania de fevereiro, mantendo contacto com campistas vindos de Torres Vedras e até dialogando com um casal espanhol sobre a visita a Portugal.
Em Proença-a-Nova, o Presidente recordou promessas feitas durante a campanha e confirmou que regressará para verificar a chegada dos apoios. Foi revelado que a recuperação foi, em parte, assegurada pelo esforço privado dos empresários, sem grandes ajudas públicas.
Amanhã, o dia de atividade concentra-se nos efeitos da tempestade no distrito de Santarém, onde se pretendem coletar relatos adicionais e monitorizar o andamento da recuperação.
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