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Cinquenta anos depois, recordar o padre Max como defesa da Constituição

Em Vila Real, 50 anos após o atentado, Max e Maria de Lurdes são lembrados como defesa da Constituição e do legado cívico.

Foto: Direitos reservados
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  • Em Vila Real, familiares, amigos e membros da UDP prestam homenagem 50 anos após o atentado que matou o padre Maximino Barbosa de Sousa e a estudante Maria de Lurdes Correia.
  • O atentado ocorreu a 2 de abril de 1976, quando Maximino (33 anos) e Maria de Lurdes (19 anos) viajavam de carro para Cumieira; o veículo explodiu.
  • O grupo de extrema-direita Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP) foi responsável pelo ataque, mas os autores nunca foram condenados; houve vários processos, com a última decisão em 1999.
  • A cerimónia em Vila Real coincidiu com a celebração em Lisboa dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, sublinhando o legado cívico de Max e de Maria de Lurdes.
  • A família, amigos e ex-alunos destacam a atuação de Max na educação e na defesa de princípios de igualdade e progresso social; a sessão evocativa ocorreu à noite no cemitério de Santa Iria.

Em Vila Real, elementos da UDP, amigos, ex-alunos e colegas lembraram Maximino Barbosa de Sousa, padre Max, e Maria de Lurdes Correia, mortos há 50 anos num atentado bombista. A cerimónia coincidiu com as comemorações da Constituição em Lisboa, e decorreu junto ao cemitério de Santa Iria.

Foi erguida uma faixa com o lema Lembrar Max e Lurdes é defender a Constituição, enquanto a homenagem reuniu também familiares. Duarte de Sousa, irmão do padre Max, recordou o papel do irmão e a sua atividade educativa na região, marcada pela alfabetização de trabalhadores.

Contexto histórico e honra aos homenageados

Max era sacerdote e candidato independente pela UDP; Maria de Lurdes integrava a União de Estudantes pela Democracia Popular e colaborava na alfabetização. O atentado ocorreu a 2 de abril de 1976, quando seguiam para Cumieira, em Santa Marta de Penaguião.

Segundo José Castro, da UDP, a cerimónia visou preservar o exemplo cívico de ambos num Portugal de há meio século, marcado por mobilização cívica para uma nova sociedade. O episódio, que envolve o MDLP, nunca foi completamente elucidado, com condenações até hoje não proferidas.

Desdobramentos e memória social

Relatos familiares destacaram a coragem e a dedicação a causas sociais e aos trabalhadores. O caso teve várias fases processuais, sendo a última, em 1999, a reconhecer a responsabilidade do MDLP, mas absolveram-se os arguidos por falta de provas definitivas. O Memorial prossegue com várias romagens ao cemitério Santa Iria.

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