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Torre em Aldoar reduz de 21 para 17 pisos e Porto volta a adiar aprovação

Câmara do Porto adia nova aprovação, mantendo o debate sobre alturas: torre em Aldoar passa de 21 para 17 pisos, com parque urbano e oito edifícios

O projecto para a construção de oito edifícios em Aldoar voltou a gerar uma discussão sobre a construção em altura
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  • A torre mais alta prevista no Aldoar passa de vinte e um para dezessete pisos, após renegociação com os proprietários.
  • O plano mantém a criação de um parque urbano de três hectares e oito blocos de habitação em redor do parque.
  • A proposta foi retirada da reunião do executivo municipal do Porto e volta a abrir auscultação pública, com novo período de discussão entre fim de 2024 e início de 2025.
  • Os terrenos pertencem maioritariamente a dois proprietários privados, com as sociedades Kriteroportunity, S.A. e Sweet Hope – Investments, S.A. entre os detentores; a câmara fica com parte do espaço e há pequenas parcelas para arruamento.
  • Dos 55.547 metros quadrados de área, 5.046 ficam para a câmara municipal, num total de 342 fogos de habitação criados, sendo 76 destinados ao município.

O executivo da Câmara Municipal do Porto voltou a adiar a aprovação de uma unidade de execução em Aldoar, onde está prevista a construção de um parque urbano e oito edifícios. A principal alteração apresentada é a redução da cércea máxima do edifício mais alto, que passou de 21 para 17 andares. O processo, já com duas auscultações públicas, mantém-se sem luz verde definitiva.

A proposta foi reformulada após negociação com os proprietários dos terrenos. A cércea de 21 para 17 pisos foi anunciada pela vice-presidente da câmara, Catarina Araújo, que gere o pelouro do urbanismo. O objetivo é tornar o espaço urbano mais equilibrado e exigente na qualidade do ambiente.

O debate que envolve o urbanismo e os interesses privados prolongou-se ao longo de 2025. Em julho, durante a presidência de Rui Moreira, a proposta inicial já tinha sido retirada a pedido do PS. O novo texto voltou ao executivo municipal nesta terça-feira para nova apreciação.

A unidade de execução de Aldoar, delimitada entre a Estrada da Circunvalação e a Rua do Martim Moniz, inclui três áreas centrais: um parque urbano de cerca de 3 hectares, uma bacia de retenção para cheias e a renaturalização de uma linha de água. Assim, para além dos edifícios, o espaço comunitário ganha superfície pública.

De acordo com o projeto, a área total em causa é de 55.547 m², com a maior parte pertencente a dois proprietários privados. O município detém 13,3% da área, e há pequenas parcelas necessárias para arruamento. Os terrenos envolvem duas entidades privadas e duas sociedades com participação majoritária estrangeira.

Os planos preveem a edificação de oito blocos de habitação e 342 fogos, sendo que 76 unidades ficarão à disposição da CMP. A proposta também contempla a reconfiguração do espaço público, incluindo hortas urbanas atualmente instaladas de forma informal.

Vários vereadores de oposição pediram, ainda, a abertura de um novo período de discussão pública para incorporar pronunciamentos da população. O presidente da câmara enfatizou que a matéria será reavaliada, com uma sessão pública a realizar-se em prazo razoável, antes de retornar ao executivo.

Há um histórico de controvérsia sobre alturas significativas em projetos semelhantes na cidade, como as torres previstas na Avenida Nun’Alvares, que também suscitou debates sobre impactos visuais e urbanísticos.

Quadro atual aponta que, no total de edificação permitida, 5.046 m² ficam destinados ao município, num total de 342 habitações previstas para Aldoar. O processo continua para indicar a viabilidade de licenciamento e o calendário de obras, sem confirmação final.

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