A leitura de uma obra de José Saramago pode deixar de ser obrigatória no 12.º ano e tornar-se opcional, no âmbito da revisão das Aprendizagens Essenciais em consulta pública até 28 de abril. A medida visa diversificar as opções de leitura.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação coordena a revisão, que deverá entrar em vigor no ano letivo 2027/2028. O objetivo é ampliar o leque de escolhas para o ensino de Português, mantendo a referência a Saramago como autor emblemático.
A Fundação José Saramago questiona a mudança, em comunicado, apontando dúvidas sobre o impacto no currículo e na leitura dos alunos. A proposta também é acompanhada por outros participantes do setor educativo.
Reação e perspetivas
O presidente da Associação de Professores de Português vê a alteração como menos controvérsia do que parecia, destacando que muitos docentes devem manter Saramago entre as leituras disponíveis. A mudança não impede a leitura de títulos do autor.
A proposta prevê a substituição de leituras atuais por outras opções, como A Morte de Ricardo Reis ou Memorial do Convento, com a possibilidade de incluir Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde, de Mário de Carvalho. Cesário Verde passa a integrar o 11.º ano, e surgem opções de teatro.
Detalhes da proposta
Para o 12.º ano, há a hipótese de escolher entre duas obras de Saramago ou outra leitura correspondente, com contratos de leitura entre aluno e professor. Os contratos visam ampliar atividades como apresentações orais, portfólios, vídeos ou banda desenhada, estimulando uma leitura mais frequente.
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