O metrobus entre a Casa da Música e a Praça do Império, no Porto, mantém-se gratuito por mais três semanas. A extensão do período experimental foi anunciada pela Metro do Porto e prolonga o serviço, que começou a 28 de Fevereiro.
A empresa aponta que o serviço continua em fase de otimização, incluindo melhorias nos sistemas de informação ao público, horários e avisos sonoros. A operação já regista uma média de cerca de 6 mil passageiros diários.
O troço tem quatro quilómetros de extensão e sete estações no trajeto inicial. A porta de entrada mantém-se entre as partidas dos autocarros e as plataformas, com tempo de viagem atual na casa dos 12 minutos e meio.
Incidentes e uso partilhado da via
Desde o arranque, o canal tem sido usado por bicicletas, trotinetas e peões, ainda que não seja permitido. A STCP reporta três ocorrências associadas a manobras irregulares ou desrespeito pela sinalização rodoviária, todas na Avenida da Boavista, entre o Pinheiro Manso e o Bessa.
As situações incluem uma travagem de emergência para evitar collision com um motociclo que invadiu o canal, um caso envolvendo uma trotinete e uma viragem indevida realizada por um veículo ligeiro. Não há registos de feridos até ao momento.
A Câmara do Porto instalou sinalização para reduzir a velocidade da via da direita da Boavista para 30 km/h, mas há utilizadores que continuam a circular no canal, o que exige maior atenção por parte dos intervenientes.
Segurança e acesso
A STCP indica que a fiscalização mais regular pode ajudar a desencorajar práticas indevidas e reforçar o cumprimento das regras. Em termos de acessibilidade, a operação reconhece dificuldades para entrada de cadeiras de rodas, com o motorista a aproximar o veículo da plataforma sempre que possível.
Do ponto de vista operacional, a Metro do Porto informa que, com o tempo, a distância entre o veículo e a cais tende a aproximar-se de padrões observados noutros sistemas de transporte, com recurso à portaria dianteira como principal entrada para quem entra com carrinho de bebé.
Continuidade da obra e financiamento
Enquanto decorre o troço de Boavista, continuam as obras para a segunda fase, que liga a Boavista a Matosinhos, passando pela Rotunda da Anémona. Este desvio está orçado em 76 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, com conclusão prevista para agosto.
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