A Universidade de Santiago de Compostela aprovou a eleição de uma mulher para a posição mais alta da hierarquia académica. Rosa Crujeiras, aos 48 anos, prepara-se para assumir o cargo após a segunda volta das eleições, no passado dia 11 de março. A mudança marca a quebra de uma tradição que perdurou durante séculos.
A reitora electa sucede a uma linha histórica de governança dominada por homens desde a Idade Média. A instituição destacou que, desde a bula papal de 1504, o cargo exigia atributos de idoneidade, erudição e honestidade, sempre associados ao sexo masculino.
Crujeiras faz parte de uma renovação geracional no corpo docente e dirige-se a um mandato que pode abrir caminho a mais candidaturas femininas. O anúncio chegou num momento em que várias universidades europeias aceleram a paridade de género.
Contexto histórico
Durante séculos, as universidades eram lideradas majoritariamente por homens, com raras exceções. A mudança anunciada na universidade galega representa um marco para a instituição e para o ensino superior na região.
O processo eleitoral, concluído com a vitória de Crujeiras, envolve a comunidade académica na escolha do próximo plano estratégico institucional. A professora está preparada para orientar políticas académicas, pesquisa e gestão universitária.
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