A Nova School of Business & Economics (Nova SBE) negou hoje que esteja a buscar um divórcio institucional da Universidade Nova de Lisboa (UNL). A leitura prática é de maior autonomia, sem romper a ligação com a universidade pública.
A direção da Nova SBE explicou à Lusa que a autonomia tem sido tema de debate há décadas, dentro e fora da instituição. A meta é uma descentralização que não implica sair da esfera pública nem da UNL.
A notícia que motivou o desfecho afirma que a Nova SBE planeia apresentar, no início de abril, uma proposta ao Ministério da Educação para separar-se oficialmente da UNL. A universidade não confirmou ainda.
A Nova SBE esclareceu que o estudo sobre “A Escola do Futuro” aponta caminhos e dificuldades sem que haja decisão formal tomada pela direção ou pelos órgãos estatutários.
A reitoria da UNL afirmou à Lusa que ainda não foi contactada pela Nova SBE nem recebeu pedido formal de saída. O reitor dizem ter ficado surpreendido com a notícia pública.
Diante deste cenário, o reitor da UNL solicitou uma audiência com o atual ministro da Educação, Fernando Alexandre, para esclarecer o assunto.
Reação institucional
A polémica ganhou força após um despacho do reitor, no final de janeiro, exigindo que as faculdades adotem designações em português. Algumas faculdades já aderiram, outras contestaram a medida.
A Nova SBE tem, entre ex-alunos e docentes, vozes críticas à ideia de desvincular a escola da UNL, citando impactos na identidade e na reputação da instituição. O debate continua sem conclusão oficial.
A direção da UNL reiterou o respeito pela autonomia de cada unidade orgânica, afirmando ter atuado dentro de procedimentos institucionais, sem interferência na gestão da Nova SBE.
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