A Federação Portuguesa do Táxi (FPT) e a ANTRAL apresentaram um pedido de reunião urgente ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa. A reclamação surge após o acordo assinado entre a Câmara e as plataformas Uber e Bolt para organizar a circulação de TVDE na cidade.
Segundo os observadores, o texto do acordo prevê zonas “vermelhas” onde os TVDE não podem iniciar ou terminar viagens, e zonas “azuis” com regras equivalentes às praças de táxis. O objetivo alegado é ordenar o estacionamento, tomada e largada de passageiros.
Entre os exemplos de zonas vermelhas indicadas estão as principais artérias do centro, como Avenida da Liberdade, Avenida da República e Avenida D. João II, bem como ruas históricas. Também há áreas destinadas a paragens de TVDE semelhantes às praças de táxi.
O levantamento das associações aponta ainda zonas onde os TVDE podem parar para tomar e largar passageiros, em locais semelhantes ao que já ocorre no Aeroporto de Lisboa, como a Praça do Império, a Estação do Oriente e o Campo das Celas.
As entidades indicam que a criação destas zonas pode descaracterizar o conceito de TVDE e acentuar uma concorrência já desequilibrada em relação ao táxi. Alegam que o acordo não cumpre o objetivo público de dissuadir constrangimentos na mobilidade.
Além disso, o comunicado menciona a necessidade de clarificar as regras de trânsito, com especial atenção a paragens em segundas filas, passeios e uso de faixas BUS, para evitar condutas que prejudiquem o tráfego.
Entre na conversa da comunidade