O novo ministro da Administração Interna foi chamado pelo principal partido do Governo ao Parlamento para explicar o incidente ocorrido na Marcha pela Vida, em Lisboa, no sábado. O objetivo é apurar os factos e as circunstâncias do que aconteceu.
Segundo fontes oficiais, a PSP deteve um homem de 39 anos suspeito de arremessar um engenho incendiário na direção dos participantes. O ataque ocorreu durante a marcha, que decorreu sem oposição formal, mas provocou tensão no local. Não houve feridos.
A Federação pela Vida informou que, apesar de a ignição do cocktail molotov ter falhado, o líquido inflamável ensopou várias pessoas, incluindo dois bebés. A PSP confirmou clima de alarme e perturbação entre os presentes.
O agressor foi detido pela PSP e não participava na manifestação. O ministro da Administração Interna condenou o incidente, qualificando-o como demonstração de extremismo violento.
Reações políticas
O PSD entregou um requerimento para ouvir Luís Neves, alegando que o incidente evidencia degradação e radicalização do debate público. O partido assinala que a liberdade de expressão deve permanecer, mas sem violência.
A Iniciativa Liberal também condenou o ataque, considerando-o violento e prejudicial à democracia. A líder liberal destacou que manifestações pacíficas não devem colocar vidas em risco.
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