O Livre condenou neste sábado qualquer forma de violência política após um incidente ocorrida durante uma marcha anti‑aborto em Lisboa. Um objeto incendiário foi arremessado contra os participantes da manifestação no centro da cidade, sem feridos registados até ao momento.
O porta‑voz Rui Tavares afirmou, numa publicação na rede X, que a violência política deve ser condenada independentemente de concordâncias ou discordâncias com as ideias visadas. A posição é partilhada pelo líder parlamentar interino, Paulo Muacho, que assinala que a violência não é aceitável contra manifestações pacíficas.
Muacho reforçou que ataques contra manifestantes pacíficos devem ser tidos como inaceitáveis, mesmo em contextos de suposta desinformação. A marcha, promovida pela causa contra a interrupção da gravidez, reuniu perto de 500 pessoas, incluindo bebés, no centro de Lisboa.
Detalhes do incidente
Segundo a PSP, o suspeito, que não participava na marcha, foi detido no local. O objeto inflamável caiu junto de um grupo de manifestantes, sem chegar a deflagrar no momento. O incidente criou um ambiente de alarme e perturbação entre os presentes, com algumas pessoas atingidas pelo líquido inflamável.
Para além do suspeito, outros indivíduos fugiram do local. A PSP indica que faziam parte de um grupo com alegada conotação anarquista e, posteriormente, foram identificados três membros noutro ponto da cidade.
A marcha decorreu entre o Largo do Carmo e o Palácio de São Bento, integrada na Caminhada pela Vida que contou com ações em 12 cidades. O PSD solicitou uma audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, Luís Neves, para apurar os factos.
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