O artigo analisa como as prioridades da AI2 — a nova agência que sucede a FCT — são definidas e quem tem voz nesse processo. A plataforma de diálogo integra a avaliação estratégica da AI2, que está a substituir a antiga instituição pública de ciência em Portugal. A finalidade é clarificar quais áreas devem merecer financiamento e atenção.
O debate envolve o Estado, a comunidade científica e entidades públicas ligadas à política de ciência. A discussão não se limita a recursos, mas a moldar o que conta como conhecimento valorizado. O objetivo é tornar explícitos os critérios que guiam a decisão orçamental e de prioridade tecnológica.
Quando ocorreu a abertura da plataforma de diálogo ainda se encontra em andamento, ligados ao planeamento estratégico para a AI2. O marco histórico de mudança de agência, que sucede a FCT, é apontado como fase de reorganização institucional no apoio à investigação.
Localidade e contexto são nacionais, com foco na estrutura de financiamento da ciência. A reportagem acompanha as etapas do processo de definição de prioridades, incluindo consultas a diferentes comunidades de investigadores. O objetivo é assegurar transparência e participação pública.
O conceito subjacente é que as decisões sobre o que investigar não são neutras. O texto que fundamenta o debate descreve o que é conhecido como epistopoder: o poder de decidir o que é conhecimento legítimo. O objetivo é desconstruir a ideia de que as escolhas são apenas técnicas.
A discussão levanta ainda a necessidade de traduzir princípios da avaliação para ações práticas na AI2. A afirmação central é que o Estado, ao perguntar à comunidade científica, molda não só recursos, mas o próprio conceito de conhecimento valorizado.
Entre na conversa da comunidade