A Escola Básica Quinta do Conde de Portalegre, no Seixal, foi transferida para aulas em contentores no final de janeiro, época em que Portugal enfrentou a tempestade Kristin. A solução destina-se a assegurar que as obras ocorram com segurança e rapidez, sem obrigar os alunos a estudar fora da zona escolar mais distante.
Pais e encarregados de educação denunciam condições precárias no exterior, falta de iluminação e pouca gente a cargo da supervisão. A recolha de queixas aponta para piso irregular, menos espaço para recreio e deslocações à casa de banho sob chuva e frio.
Situação transitória e respostas da autarquia
A Câmara Municipal do Seixal explica que os contentores funcionam num logradouro da escola, distribuídos por vários blocos, para manter a proximidade com as famílias durante as obras. A medida visa reduzir transtornos e evitar deslocações a outro estabelecimento.
As salas provisórias contam com isolamento, painéis isotérmicos e climatização para conforto térmico e acústico. Também foi garantido um sistema de transporte de refeições entre cozinha e refeitório.
A autarquia adiciona que está a instalar um telheiro de sombreamento e a avançar com o planeamento para aumentar o número de salas destinadas às Atividades de Enriquecimento Curricular no logradouro do Jardim de Infância.
O CM pediu esclarecimentos sobre as condições do espaço exterior e a falta de funcionários, mas não obteve resposta da Câmara.
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