Aporofobia é o termo técnico que designa aversão, rejeição ou medo de pessoas pobres ou em situação de vulnerabilidade. Surgiu nos anos 1990, apresentado por Adela Cortina, filósofa espanhola, para distinguirem-se da xenofobia e do racismo. O foco é a pobreza como condição determinante da rejeição.
A aversão não é apenas verbal: pode manifestar-se de forma física, com obstáculos a sem-abrigo, recusa de entrada em espaços públicos ou violência simbólica. A arquitetura hostil, barreiras e discriminação prática tornam-se ferramentas de exclusão. O impacto é social e humano.
Fenômeno e alvo
O fenómeno, ainda pouco discutido, atinge sobretudo os sem-abrigo, mas também trabalhadores precários e pessoas em habitação instável. A rejeição permanece visível na vida diária e na pouca visibilidade dada a quem vive sem recursos. Trata-se de uma violência que passa pelo olhar.
A pobreza, porém, não é apenas falta de bens: é uma limitação de liberdades. O debate público continua, com políticas que promovam inclusão a um ritmo que não deixe ninguém para trás. O objetivo é entender histórias e contextos para reduzir a exclusão.
O que está em jogo
A aporofobia representa uma violação de direitos humanos, suscita questionamentos sobre dignidade e democracia. O combate exige empenho de governos, setores sociais e cidadãos, com políticas públicas que ampliem oportunidades. A pobreza precisa ser combatida com ações concretas.
Observatórios e redes de luta contra a pobreza destacam que a responsabilidade é coletiva. A mobilização envolve sociedade civil e decisões políticas em níveis local, regional e nacional. O objetivo é construir uma sociedade mais inclusiva.
Observatório Nacional de Luta Contra a Pobreza: afirma que a definição de pobreza abrange quem não tem o mínimo para viver com dignidade. Rede Europeia Anti-Pobreza (Portugal): defende que a luta é de todos os atores sociais.
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