O Chega utilizou o seu stand na Futurália, feira de educação promovida pela Fundação AIP, que decorre em Lisboa até este sábado, para divulgar mensagens anti-imigração associadas à teoria da Grande Substituição. No espaço dedicado à juventude, aparecem imagens de André Ventura rodeado por armas e um mapa de Portugal com dados de nascimentos de filhos de imigrantes em vários concelhos, acompanhados de mensagens como Isto não é mesmo o Bangladesh (mas parece) e Sorria, estamos a ser substituídos.
As mensagens remontam a uma campanha já conhecida do partido, que levou a 51 denúncias apresentadas à Procuradoria-Geral da República e à Comissão Nacional de Eleições. Os queixosos alegavam racismo e xenofobia, sugerindo possível crime de discriminação e incitamento ao ódio e à violência.
Foi divulgado que o Ministério Público arquivou os casos, concluindo que as mensagens se enquadram nos limites da liberdade de expressão concedida a políticos. A decisão foi comunicada ao público na última quarta-feira, sem, contudo, deixar de gerar debate entre assistentes e participantes na feira.
Contexto institucional
Analistas lembram que a atuação em espaços educativos pode suscitar reacções diversas, incluindo críticas de entidades civis e representantes de organizações que defendem a igualdade. A Futurália continua em funcionamento, com várias organizações a participar em áreas de educação e formação, em Lisboa.
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