- A Bienal de Veneza de 2026 iniciou as pré-estreias para a imprensa com protests junto ao pavilhão russo, marcando o regresso de Moscovo à mostra após a invasão da Ucrânia em 2022.
- Ativistas da FEMEN e Pussy Riot realizaram um protesto com sinalizadores de fumo; as performances no pavilhão russo ficarão encerradas ao público e serão gravadas para exibição em ecrãs.
- A decisão ocorreu após a demissão do júri internacional e sob pressão da União Europeia, que ameaçou cortar 2 milhões de euros de financiamento.
- A Rússia esteve ausente em 2024, depois de os seus artistas se retirarem em 2022; críticos questionam a pertinência de manter o pavilhão numa conjuntura geopolítica atual.
- O presidente da Bienal, Pietrangelo Buttafuoco, afirmou que a arte é um espaço neutro, enquanto autoridades ucranianas e ministros europeus da Cultura condenaram a decisão.
A Bienal de Veneza de 2026 começou com pré-estreias da imprensa, marcadas por protestos junto ao pavilhão russo. Ativistas da FEMEN e Pussy Riot contestaram o regresso de Moscovo após a invasão da Ucrânia em 2022. A ação ocorreu antes do início do certame, que decorre de 9 de maio a 22 de novembro.
Os protestos juntaram jornalistas que aguardavam o arranque oficial, com sinalizadores de fumo e palavras de ordem contra a participação russa. A organização da Bienal informou que o pavilhão russo ficará encerrado ao público, e as performances serão gravadas e exibidas em ecrã ao longo da exposição.
A decisão surge após a demissão do júri internacional, ligado a países sob investigação do Tribunal Penal Internacional, e pressões da União Europeia, que ameaçou cortes de financiamento. A Rússia esteve ausente em 2024, após retirada de artistas em 2022, mantendo o pavilhão de Moscovo, propriedade desde 1914, no evento.
As autoridades da Bienal defendem que a arte é um espaço neutro, apesar das críticas de governos europeus e da Ucrânia, que consideram a medida inadequada. A organização argumenta que a presença russa não impede a mensagem artística da mostra.
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