- O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou não ter havido falha de coordenação entre polícias e serviços secretos no caso do Movimento Armilar Lusitano (MAL), grupo extremista desmantelado pela Polícia Judiciária.
- Admitiu, porém, que nem toda a informação foi transmitida entre as entidades, especialmente a nível do Sistema de Segurança Interna.
- Neves disse que, enquanto diretor da Polícia Judiciária, as polícias e os serviços da Unidade de Coordenação Antiterrorismo (UCAT) não sabiam tudo sobre a investigação.
- O MAL era acusado de terrorismo e tinha uma lista com centenas de alvos, incluindo o primeiro-ministro Luís Montenegro; a ameaça foi anulada com detenções e esclarecimento do caso.
- A decodificação de milhões de dados apreendidos ocorreu nos últimos meses, e o Ministério Público e a Polícia Judiciária defendem maior acesso a metadados; Montenegro não tinha sido informado da ameaça pela comunicação social.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou nesta quarta-feira que não houve falha de coordenação entre polícias e serviços secretos na investigação ao Movimento Armilar Lusitano (MAL), grupo de extrema-direita desmantelado pela Polícia Judiciária. O alvo incluía o primeiro-ministro, Luís Montenegro, numa lista de centenas de potenciais alvos.
À margem da apresentação de um novo contingente regional da Frontex, Neves precisou que, na sua leitura, a informação que tinha de partilhar foi transmitida. Contudo, admitiu que alguns aspetos poderiam ter sido melhorados.
Coordenação entre forças
O ex-diretor da PJ afirmou que não houve falha de coordenação, mas reconheceu que o Sistema de Segurança Interna não acompanhou a investigação de perto. Respondendo a perguntas, garantiu que, enquanto esteve no cargo, as polícias e as secretas não sabiam tudo sobre o caso.
Revelação de nomes e dados
O Ministério Público já tinha indicado que a lista de nomes e alvos foi descoberta apenas na fase final do inquérito, quando a ameaça já não era real. Neves reiterou que, na parte final, surgiram nomes relevantes no espectro político, após as detenções e o esclarecimento da operação.
Análise e meios legais
A descodificação de milhões de dados de telemóveis e de outros dispositivos ocorreu nos últimos meses da investigação. O ex-diretor da PJ sublinhou a necessidade de mais poderes legais para o acesso a metadados, facilitando investigações futuras.
Informação ao primeiro-ministro
Sobre o facto de o primeiro-ministro não ter sido informado, Neves reiterou que não é normal nem aceitável que uma figura visada tome conhecimento da ameaça pela comunicação social.
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