Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MAI assegura que não houve falha de coordenação entre polícias e secretas

MAI afirma não haver falha de coordenação entre polícias e secretas no caso MAL; parte da informação só foi identificada na fase final da investigação

Luís Neves reiterou que "não é normal, nem é aceitável" que Montenegro tenha sabido da ameaça pela comunicação social
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou não ter havido falha de coordenação entre polícias e serviços secretos no caso do Movimento Armilar Lusitano (MAL), grupo extremista desmantelado pela Polícia Judiciária.
  • Admitiu, porém, que nem toda a informação foi transmitida entre as entidades, especialmente a nível do Sistema de Segurança Interna.
  • Neves disse que, enquanto diretor da Polícia Judiciária, as polícias e os serviços da Unidade de Coordenação Antiterrorismo (UCAT) não sabiam tudo sobre a investigação.
  • O MAL era acusado de terrorismo e tinha uma lista com centenas de alvos, incluindo o primeiro-ministro Luís Montenegro; a ameaça foi anulada com detenções e esclarecimento do caso.
  • A decodificação de milhões de dados apreendidos ocorreu nos últimos meses, e o Ministério Público e a Polícia Judiciária defendem maior acesso a metadados; Montenegro não tinha sido informado da ameaça pela comunicação social.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou nesta quarta-feira que não houve falha de coordenação entre polícias e serviços secretos na investigação ao Movimento Armilar Lusitano (MAL), grupo de extrema-direita desmantelado pela Polícia Judiciária. O alvo incluía o primeiro-ministro, Luís Montenegro, numa lista de centenas de potenciais alvos.

À margem da apresentação de um novo contingente regional da Frontex, Neves precisou que, na sua leitura, a informação que tinha de partilhar foi transmitida. Contudo, admitiu que alguns aspetos poderiam ter sido melhorados.

Coordenação entre forças

O ex-diretor da PJ afirmou que não houve falha de coordenação, mas reconheceu que o Sistema de Segurança Interna não acompanhou a investigação de perto. Respondendo a perguntas, garantiu que, enquanto esteve no cargo, as polícias e as secretas não sabiam tudo sobre o caso.

Revelação de nomes e dados

O Ministério Público já tinha indicado que a lista de nomes e alvos foi descoberta apenas na fase final do inquérito, quando a ameaça já não era real. Neves reiterou que, na parte final, surgiram nomes relevantes no espectro político, após as detenções e o esclarecimento da operação.

Análise e meios legais

A descodificação de milhões de dados de telemóveis e de outros dispositivos ocorreu nos últimos meses da investigação. O ex-diretor da PJ sublinhou a necessidade de mais poderes legais para o acesso a metadados, facilitando investigações futuras.

Informação ao primeiro-ministro

Sobre o facto de o primeiro-ministro não ter sido informado, Neves reiterou que não é normal nem aceitável que uma figura visada tome conhecimento da ameaça pela comunicação social.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais