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Luxemburgo: OpenLux revela novas sociedades de grandes fortunas espanholas

OpenLux revela novas sociedades em Luxemburgo associadas a fortunas espanholas, incluindo Amancio Ortega e Jordi Pujol Gironès, com ativos superiores a dez mil milhões de euros

Luxemburgo
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  • OpenLux, cinco anos depois, volta a analisar as sociedades no Luxemburgo e a identidade dos seus beneficiários, com participação de OCCRP, Le Monde e 16 meios internacionais, incluindo InfoLibre em Espanha.
  • Jordi Pujol Gironès, neto do ex‑presidente catalão Jordi Pujol, detém 50% da Casa de Datos SCSp, com um sócio italiano; este tipo de estrutura não está obrigada a apresentar contas anuais.
  • Amancio Ortega mantém ligações com o Luxemburgo; Adelphi Property Sàrl foi dissolvida em dezembro de 2024 após transferir ativos para uma empresa no Reino Unido; Hills Place Sàrl tem ativos superiores a 2,4 mil milhões de libras e Pontegadea Luxembourg Sàrl declarou mais de 7 mil milhões de euros em 2024.
  • No conjunto, Ortega é beneficiário final de nove sociedades luxemburguesas, em sua maioria ligadas ao holding Pontegadea, com ativos totais superiores a 10 mil milhões de euros no Luxemburgo.
  • A investigação aponta ainda membros da nobreza, aristocratas e desportistas que canalizam operações financeiras pelo Luxemburgo, incluindo José Luis Cotoner Martos, marquês de Bélgida, com um holding de mais de 27 milhões de euros; novas informações sobre estas figuras devem ser publicadas nas próximas semanas.

Cinco anos após as primeiras revelações do OpenLux, uma nova investigação analisa as sociedades registradas no Luxemburgo e a identidade dos seus beneficiários. A operação é conduzida pela OCCRP e pelo Le Monde, com reportagem de 16 meios internacionais, incluindo InfoLibre em Espanha.

A investigação revela novos casos ligados a cidadãos espanhóis com estruturas no Grão-Ducado. O foco continua a observar a opacidade do Luxemburgo e as vantagens do regime fiscal para operações financeiras, segundo os autores.

Entre os nomes surgidos está Jordi Pujol Gironès, neto de Jordi Pujol. Detém 50% da Casa de Datos SCSp, com um sócio italiano, sem obrigatoriedade de apresentar contas anuais.

A análise recupera também ligaduras a Amancio Ortega. Em 2021 já havia empresas luxemburguesas para investimentos imobiliários; Adelphi Property Sàrl, proprietária de um edifício em Londres, foi dissolvida em 2024 após transferir ativos para uma empresa britânica.

Segundo o grupo, a Adelphi foi encerrada após planeamento de transferência de ativos para o Reino Unido, com a dissolução concluída. A firma indicou que o edifício seria movido para uma empresa britânica.

Outra estrutura relevante é Hills Place Sàrl, com ativos acima de 2,4 mil milhões de libras (≈ 2,8 mil milhões de euros) em 2024. Ortega é beneficiário final de nove sociedades no Luxemburgo, maioritariamente através do holding Pontegadea.

A Pontegadea Luxembourg Sàrl declarou ativos superiores a 7 mil milhões de euros em 2024, controlando participações entre Luxemburgo, EUA, Itália e Irlanda. No total, as estruturas ligadas a Ortega somam mais de 10 mil milhões de euros.

A investigação também identifica membros da nobreza espanhola a utilizar o Luxemburgo para operações financeiras. José Luis Cotoner Martos, marquês de Bélgida, detém 100% de um holding com ativos superiores a 27 milhões de euros.

Cotoner foi condenado em Espanha por fraude fiscal, segundo os documentos consultados. Os autores indicam que novas publicações sobre empresários, ex-altos cargos, aristocratas e desportistas espanhóis estão previstas.

Novos casos e próximos passos

  • A equipa de reportagem vai publicar informações adicionais sobre figuras espanholas ligadas ao Luxemburgo.
  • A investigação ressalva que algumas estruturas criadas após 2021 permanecem em funcionamento.
  • O objetivo é mapear operações financeiras que utilizam estruturas societárias no Grão-Ducado.

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