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Portugal regista mais de 50 mortes por afogamento nos primeiros cinco meses

Portugal regista 57 óbitos por afogamento nos primeiros cinco meses de 2026, com aumento de 28,6% no primeiro trimestre, (continua sem assistência).

Portugal contabiliza mais de 50 mortes por afogamento nos primeiros cinco meses do ano
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Por tudo indica, Portugal registou 57 mortes por afogamento até 31 de maio de 2026, segundo dados provisórios do Observatório de Afogamento. Os números, divulgados pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (Fepons), refletem uma subida no início do ano.

No primeiro trimestre, houve 36 óbitos em meio aquático, o que representa um aumento de 28,6% face ao mesmo período de 2025. Destas vítimas, 69,4% eram do sexo masculino, de acordo com o Observatório.

Os dados indicam que rios e praias fluviais responderam por 47,2% das ocorrências, enquanto o mar correspondeu a 19,4%. Todas as mortes ocorreram em locais sem assistência aos banhistas.

A Fepons sublinha que os números indicam níveis de mortalidade por afogamento particularmente preocupantes. A organização aponta a necessidade de uma resposta nacional coordenada para a prevenção, especialmente em águas interiores.

Dados provisórios

Alexandre Tadeia, presidente da Fepons, tem alertado para a falta de nadadores-salvadores, sobretudo com a aproximação da época balnear. A entrevista à Euronews destacou dificuldades na fixação de profissionais devido às condições da profissão.

A época balnear de 2026 vai de 15 de abril a 31 de outubro, com variações por município. Portugal conta com 673 águas balneares identificadas no território.

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