Em Creta, Grécia, foi detido no sábado um cidadão palestiniano de 37 anos que admitiu preparar um ataque terrorista contra alvos israelitas num país europeu. A detenção ocorreu numa operação de várias forças de segurança, que contou com cooperação entre serviços de informação.
Segundo a polícia grega, o suspeito chegou à Grécia em 2023, tendo obtido asilo no país no mesmo ano. De acordo com as autoridades, o homem viajou depois para a Alemanha e para a Malásia, onde terá recebido treino num campo ligado ao Hamas, antes de regressar a Creta.
O ministro da Proteção Civil, Michalis Chrisochoidis, afirmou que o suspeito não atuava sozinho e que o Hamas pode ter mudado de estratégia, preparando ataques fora de Israel. O governante sublinhou que a detenção resulta de uma rede de indivíduos, não de um ato isolado.
Plano e treino
A investigação aponta para planos de atingir um navio de cruzeiro israelita com chegada prevista a Creta. A polícia também apreendeu no apartamento arrendado em Atenas equipamento de laboratório e químicos que podem servir na fabricação de explosivos.
Conforme dados divulgados, o detido trabalhava como eletricista num hotel em Creta. As informações indicam que o homem realizou viagens internacionais, incluindo a Malásia, para receber treino e planejar ações no espaço europeu.
Ligações regionais
A detenção ocorre poucas semanas depois de as autoridades de Chipre terem detido, a 21 de maio, dois cidadãos palestinianos por suspeita de terrorismo. Um deles, com 38 anos, é apontado como organizador e financiador da viagem à Malásia para formação em explosivos.
As autoridades gregas não divulgaram mais detalhes operacionais, mantendo o foco na neutralidade e na veracidade das informações. Outras fontes públicas confirmaram que a investigação está em curso para esclarecer a eventual rede envolvida e os seus contactos internacionais.
Entre na conversa da comunidade