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Comandante da Beira Baixa desconhece factos concretos sobre negócios ilícitos

Comandante da Beira Baixa nega factos concretos sobre ilícitos em incêndios rurais e aponta problema estrutural, com críticas ao SIRESP

Foto: EPA
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  • O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Beira Baixa afirmou no Parlamento que nunca teve conhecimento de factos concretos de ilícitos ligados a incêndios rurais e defendeu que o problema é estrutural, não de supressão.
  • Afirmou que, se tivesse conhecimento, atuaria nos termos legais, embora não consiga garantir que não haja casos.
  • Sobre o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), disse ser o melhor sistema, com redundâncias, mas sofreu pouca resiliência quando pressionado ou desconectado da rede elétrica.
  • Considerou que o problema central dos incêndios é estrutural na floresta, defendendo redução da carga combustível e apoio à decisão, com meios semelhantes aos do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de 2024 e 2025.
  • Afirmou que a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) foi inócua na Beira Baixa e que o programa Aldeia Segura tem adesão fraca, apesar de considerar o programa bom.

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Beira Baixa afirmou no parlamento, durante a Comissão Parlamentar de Inquérito aos incêndios rurais, que nunca teve conhecimento de factos concretos de ilícitos ligados a incêndios rurais e que, se existissem, atuaria conforme a lei. A declaração surgiu ao ser questionado sobre possíveis negócios ilícitos no tema.

Reiterou que, apesar de não ter conhecimento de ilícitos, não pode assegurar que não haja casos. Afirmou também que, na sua experiência de quase quatro décadas no terreno, o funcionamento do SIRESP é, no essencial, aceitável, embora tenha mostrado pouca resiliência sob pressão ou sem energia elétrica.

Noções sobre o SIRESP

O comandante destacou que o SIRESP tem redundâncias inexistentes em outros sistemas, mas admitiu falhas de robustez durante momentos críticos. Acrescentou que o problema central dos incêndios é estrutural e parte da floresta, não apenas de ações de supressão.

Questões de estratégia e prevenção

Defendeu que não é possível limpar o país por completo e defendeu criar condições para evitar incêndios de grandes dimensões. Afirmou que reduzir a carga de combustível na floresta é essencial e que os meios disponíveis são próximos dos usados no DECIR de 2024 e 2025.

Papel da AGIF

Sobre a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, disse que, na Beira Baixa, o papel da AGIF foi inócuo e não trouxe melhorias práticas para a supressão. Afirmou ainda que o país evoluiu desde 2017, nomeadamente no apoio à decisão, mas que o problema continua por causa de fatores estruturais.

Modelos de coordenação e futuro

O responsável sugeriu a criação de uma única força para intervenções complexas, citando o modelo espanhol como referência. Criticou a dispersão de recursos e o facto de o Aldeia Segura ter sido mal recebido na Beira Baixa, apesar de considerar o programa útil. Concluiu que os incêndios rurais representam o maior risco para a região.

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