- O Departamento de Estado dos Estados Unidos designou o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como Organizações Terroristas Estrangeiras, com vigência a partir de 5 de junho.
- A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que afirma que as duas fações são entre as mais violentas do Brasil e comandam milhares de membros.
- A designação aplica-se com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade e na Ordem Executiva 13224, entrando em vigor após publicação no Federal Register.
- O governo brasileiro reagiu contra a medida, considerando que pode implicar operações militares e afetar a soberania nacional.
- O anúncio ocorreu dias após encontros de Flávio Bolsonaro com Rubio e com Donald Trump; Lula da Silva e a diplomacia brasileira expressaram ceticismo sobre a medida.
O Departamento de Estado dos EUA designou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), com vigência a partir de 5 de junho. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e visa impedir atividades que financiem e incentivem ataques contra cidadãos e autoridades. Segundo os EUA, as facções lideram milhares de membros e operam além das fronteiras brasileiras.
A autoridade norte‑americana sustenta que as ações dos grupos são extremamente violentas e incluem ataques a policiais, funcionários públicos e civis. A medida também alega que a atuação se estende a outros países da região e aos Estados Unidos, vinculando as organizações a fluxos de narcotráfico. O anúncio reforça o compromisso norte‑americano de desmantelar cartéis e curvar o financiamento ilícito.
O governo brasileiro manifestou oposição à designação, apontando riscos à soberania e à possibilidade de operações militares. Autoridades brasileiras ressaltaram a necessidade de cooperação internacional para combater o crime organizado sem recorrer a medidas que possam envolver intervenção externa. O tema gerou controvérsia entre apoiadores e críticos do governo.
Reação brasileira e desdobramentos
Durante visitas recentes a Washington, líderes brasileiros discutiram estratégias de cooperação com os EUA no enfrentamento do crime organizado, sem que o tema tenha sido amplamente listado na agenda oficial. Em tom crítico, alguns setores lembraram contrabando de armas entre os dois países e ressaltaram a complexidade de classificar grupos criminosos sem implicar interferência.
Analistas de segurança pública destacam que PCC e CV não apresentam viés ideológico definido, concentrando-se principalmente em atividades de tráfico de drogas e extorsão. A imprensa local acompanha os impactos diplomáticos e as possíveis repercussões legais, incluindo o cumprimento de sanções previstas pela designação. O governo brasileiro não informou novos passos oficiais até o momento.
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