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Comandante da região Norte da Proteção Civil afirma desconhecer negócios ilícitos

Comandante regional do Norte da ANEPC afirma não conhecer negócios ilícitos ligados a incêndios rurais ou à aquisição de material e ignições

Comandante disse desconhecer negócios quer com a compra de material e equipamentos quer com ignições deliberadas
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  • O comandante regional do Norte da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) afirmou não ter conhecimento de qualquer negócio ilícito ligado a incêndios rurais, nem de compras de material ou ignições deliberadas.
  • Foi ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito aos negócios dos incêndios rurais durante aproximadamente uma hora e meia.
  • Questionado sobre falhas no Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), explicou que as ocorrências devem-se a zonas-sombra, considerando o sistema confiável e com necessidade de desdobramentos móveis em momentos de elevada procura.
  • Defendeu maior investimento na vigilância e prevenção, afirmou ter mais meios disponíveis em 2025 no Norte e descreveu a estrutura como funcional, apontando que o orçamento não é o problema, antes a insuficiência de elementos nos bombeiros.
  • Encarou a nova época de incêndios (15 de maio a 15 de outubro) como já preparada, com reuniões para montar o dispositivo de resposta concluídas; também mencionou a possibilidade de pré-posicionamentos entre regiões em caso de necessidade.

O comandante regional do Norte da ANEPC afirmou, na Comissão Parlamentar de Inquérito aos negócios dos incêndios rurais, não ter conhecimento de qualquer negócio ilícito ligado a incêndios rurais ou à aquisição de material e equipamentos. Reiterou ainda que não possui provas de práticas desse tipo.

A audiência, realizada hoje, durou cerca de uma hora e meia. O tenente-coronel Carlos Alberto Rodrigues Alves disse estranhar o número de ignições no período nocturno, mas garantiu não existir suspeitas de operações ilícitas associadas a negócios de material ou ignições deliberadas.

Declarações do Comandante

O militar explicou que o sistema de comando envolve várias entidades, afirmando que o objetivo é que todas contribuam da melhor forma para as operações em curso. Defendeu que Portugal tem o que classifica como o melhor sistema de Proteção Civil do mundo, com exemplos de organização que outros países tentam adaptar.

Sobre o SIRESP, o comandante apontou zonas-sombra como principais causas de falhas pontuais, assegurando que o sistema continua fiável. Salientou a necessidade de reforçar recursos móveis em momentos de maior pressão.

Questionado sobre a preparação para a época de incêndios de 15 de maio a 15 de outubro, afirmou que as reuniões de montagem do dispositivo já ocorreram. Acrescentou que o orçamento não é o problema, mas sim a insuficiência de elementos nos bombeiros para preencher a capacidade autorizada.

Afirmou ainda que, quando há défices, o Comando Nacional é mobilizado para pré-posicionamentos entre regiões. Em termos de disponibilidade de meios, admitiu uma eventual limitação de recursos para cumprir totalmente o planeado.

SIRESP, orçamento e pessoal

Na véspera, o comandante do Centro da ANEPC também garantiu desconhecer negócios ilícitos ligados a incêndios rurais. Além disso, referiu falhas estruturais no SIRESP não reportadas, apenas situações pontuais de sobrecarga, mantendo a avaliação de que o sistema está sob pressão.

Segundo o planeamento, a audição do Comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho da ANEPC está prevista para decorrer na mesma comissão ao longo do dia.

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