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Proteção Civil reforça dispositivo de combate aos incêndios

Proteção Civil reforça combate a incêndios com retardante, mais aeronaves e equipas regionais, para mitigar fenómenos mais violentos neste verão

Áreas que já foram afectadas por incêndios têm maior risco de arderem outra vez
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A Proteção Civil vai reforçar o dispositivo de combate aos incêndios com várias medidas ainda neste ano. A aposta inclui retardante de fogo e maior número de aeronaves para atuar já na fase inicial de ignições, considerando os incêndios atuais mais violentos. O objetivo é melhorar análise, antecipação e extinção.

O comandante nacional, Mário Silvestre, explicou que as ações juntam aprendizagens de 2024 e 2025, com foco na capacidade de extinção na fase inicial. O retardante já foi utilizado em 2025 num Centro de Meios Aéreos e passa, em 2026, a estar disponível em cinco bases.

Novas medidas e equipas especializadas

Ainda este ano, poderão existir equipas especializadas, criadas em cada sub-região, para analisar grandes incêndios. O reforço visa mitigar impactos, especialmente nas zonas críticas do país. O DECIR continua dimensionado à realidade atual, com possibilidade de ajustes conforme avaliação constante.

Silvestre advertiu que os incêndios atuais são mais violentos e com maior velocidade de propagação. Áreas já percorridas tendem a regenerar com mais intensidade, elevando o risco em áreas como o pinhal interior, o Algarve e o Norte.

Prevê-se que Portugal mantenha um risco elevado de incêndios rurais. Para o Verão, a região de Leiria é particularmente preocupante, devido à depressão Kristin que causou queda de árvores. O dispositivo terá períodos de atuação diferenciados ao longo da época.

Estrutura e meios operacionais previstos

O primeiro reforço ocorre a 15 de Maio, no nível Bravo, prolongando-se até 31 de Maio, quando haverá novos aumentos de meios. O período mais crítico, entre Julho e Setembro, contará com 15.149 operacionais, 2.596 equipas, 3.463 viaturas e 81 meios aéreos, incluindo três da AFOCELCA.

Para além disso, dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea vão apoiar pela primeira vez o combate aos fogos rurais. O comandante reiterou que o teatro de operações de grandes incêndios é complexo e que falhas pontuais de comunicação podem ocorrer, mantendo o sistema coordenado e operacional.

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