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Aeronaves com retardantes são aposta-chave da Proteção Civil este ano

Proteção Civil amplia uso de retardante com cinco centros de meios aéreos e reforça DECIR para intensificar o ataque inicial aos incêndios.

Mário Silvestre, comandante nacional de emergência e proteção civil
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  • A Proteção Civil aposta no retardante de fogo, com cinco centros de meios aéreos a operar este ano, aumentando a capacidade de ataque inicial.
  • O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) vai ter um ligeiro aumento de meios, incluindo mais aeronaves, em comparação com 2025.
  • Este ano entram em funcionamento novos grupos de combate de ataque ampliado dos bombeiros e equipas especializadas para analisar grandes incêndios em cada sub-região, para melhorar antecipação e coordenação.
  • No verão, o dispositivo prevê 15.149 operacionais, 2.596 equipas, 3.463 viaturas e 81 meios aéreos, incluindo três helicópteros da AFOCELCA; dois helicópteros Black Hawk vão operar pela primeira vez no combate a fogos rurais.
  • O comandante alerta para zonas de alto risco, como Pedrógão Grande e o pinhal interior, e sublinha que o comportamento humano e a gestão forestal são determinantes para reduzir ignições e o impacto dos incêndios.

O Serviço Nacional de Proteção Civil anuncia várias medidas para este ano no combate aos incêndios, com destaque para o aumento do uso de retardante de fogo. A aposta visa melhorar a análise, antecipação e a extinção, especialmente na fase inicial.

Mário Silvestre, comandante nacional de emergência e proteção civil, informou que as aprendizagens de 2024 e 2025 foram integradas. O objetivo é ampliar a capacidade de intervenção e reduzir o tempo de resposta durante os primeiros momentos do fogo.

Uma das medidas centrais é o aumento de aeronaves equipadas com retardante, que já esteve disponível em cinco centros de meios aéreos este ano, contra quatro em 2025. A meta é reforçar o ataque inicial.

Reforço da capacidade aérea

Este ano, o DECIR passa a contar com mais meios operacionais, inclusive aeronaves, para aumentar a taxa de sucesso no combate inicial. O objetivo é reduzir a propagação rápida das chamas nas fases iniciais.

O comandante destacou que os incêndios atuais arrancam com maior violência e velocidade, tornando essencial ter mais ferramentas de extinção disponíveis desde o arranque. O retardante é visto como melhoria contínua do sistema.

Foi também anunciada uma reformulação dos grupos de combate de ataque ampliado dos bombeiros, com reforços na constituição e na gestão de crise, para manter o grupo mais tempo em atuação.

Estrutura e coordenação

Alterações no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) procuram melhorar a coordenação e o comando nos teatros de operações. Equipas especializadas vão analisar grandes incêndios em cada sub-região.

Estas equipas de reconhecimento vão fornecer informação sobre risco e tipo de incêndio ao comando do setor, aumentando a anticipação e a comunicação entre os agentes.

Treinos operacionais visam tornar as comunicações mais céleres e garantir que as doutrinas adotadas estão alinhadas entre todos os intervenientes. As melhorias resultam de avaliações de 2025 com os actores do sistema.

Capacidade de resposta e temporização

Este ano o DECIR terá um ligeiro aumento de meios, com mais operacionais, veículos e aeronaves, face a 2025. Em julho a setembro espera-se o fronte crucial, com maior mobilização de recursos.

Para a proteção rural, o dispositivo mantém-se dimensionado à realidade do país, ajustando-se às dimensões dos fogos e ao risco regional. O objetivo é evitar desproporções entre zona de risco e meios disponíveis.

Duas aeronaves Black Hawk da Força Aérea vão, pela primeira vez, prestar apoio ao combate a incêndios rurais, reforçando a capacidade de resposta aérea.

Situação regional e riscos

Há preocupação com áreas de potencial elevado, como Pedrógão Grande e IC8, onde o risco de grandes incêndios persiste. O planeamento regional foca-se na gestão de áreas com histórico de cenários críticos.

O comandante sublinhou que o ciclo do fogo se repete a cada 8–10 anos, com regeneração forestal que aumenta o potencial de incêndios se não houver gestão adequada. Alterações climáticas agravam o cenário.

Foi destacado que algumas zonas do país, incluindo o pinhal interior e regiões do Algarve e Norte, mantêm risco elevado. Em Leiria, a região afetada pela tempestade Kristin requer planos de intervenção adicionais.

Preparação e confiança no dispositivo

A Proteção Civil acredita não haver constrangimentos relevantes que comprometam o dispositivo este ano. O objetivo é alcançar a capacidade máxima de funcionamento, com as 81 aeronaves previstas, sempre que necessário.

Mário Silvestre mencionou a importância da prevenção humana, higiene ambiental e proteção de aglomerados urbanos para facilitar as ações de combate e reduzir impactos.

A autoridade quer manter o foco na coordenação entre todos os agentes, assegurando resposta rápida e eficaz durante os episódios de maior severidade.

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