O processo do Movimento Armilar Lusitano (MAL) já envolve pelo menos 11 arguidos, com quatro em prisão preventiva desde junho de 2025. A detenção inicial ocorreu durante uma operação da Polícia Judiciária (PJ) e do Ministério Público, que revelou uma milícia de alegada orientação neonazi.
O MAL é descrito pela investigação como uma organização criminosa de estrutura organizada, acusada de terrorismo, discriminação e incitamento à violência. Entre os indícios estão planos para tomar o Parlamento, bem como a possibilidade de atacar estruturas públicas.
A classificação de especial complexidade, mantida pelo Tribunal da Relação de Lisboa em 22 de abril, dá ao Ministério Público mais tempo para apresentar a acusação, até junho, prazo em que termina a prisão preventiva.
Detalhes da operação
Na operação de 2024-2025, a Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ apreendeu explosivos, armas brancas e armas de fogo. Foram também encontradas armas concebidas em impressoras 3D com capacidade de disparo, uma novidade em Portugal.
A investigação envolve interceções telefónicas, vigilâncias e análise de centenas de milhares de ficheiros digitais. Apuram-se ligações com suspeitos nacionais e estrangeiros, com diligências dispersas para identificar cada interveniente.
Em março e abril últimos, o MP destacou a existência de vários suspeitos com intervenções diferenciadas e dispersas, o que complica a responsabilização individual. O objetivo é apurar a radicalização e a disponibilidade para ações concretas.
A PJ também solicitou cooperação internacional sobre armas impressas em 3D e ligações ao extremismo de direita. O caso é considerado sensível, delicado e perigoso, com operações de ocultação observadas entre os intervenientes.
Entre na conversa da comunidade