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Processo contra o Movimento Armilar Lusitano com 11 arguidos

Tribunal mantém classificação de especial complexidade no caso Movimento Armilar Lusitano, com onze arguidos, que pretendiam invadir o Parlamento com apoio de um agente da PSP

No material apreendido estavam objectos com o símbolo do 1143, meses mais tarde também alvo de buscas e detenções pela PJ
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O processo do Movimento Armilar Lusitano (MAL) já envolve pelo menos 11 arguidos, com quatro em prisão preventiva desde junho de 2025. A detenção inicial ocorreu durante uma operação da Polícia Judiciária (PJ) e do Ministério Público, que revelou uma milícia de alegada orientação neonazi.

O MAL é descrito pela investigação como uma organização criminosa de estrutura organizada, acusada de terrorismo, discriminação e incitamento à violência. Entre os indícios estão planos para tomar o Parlamento, bem como a possibilidade de atacar estruturas públicas.

A classificação de especial complexidade, mantida pelo Tribunal da Relação de Lisboa em 22 de abril, dá ao Ministério Público mais tempo para apresentar a acusação, até junho, prazo em que termina a prisão preventiva.

Detalhes da operação

Na operação de 2024-2025, a Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ apreendeu explosivos, armas brancas e armas de fogo. Foram também encontradas armas concebidas em impressoras 3D com capacidade de disparo, uma novidade em Portugal.

A investigação envolve interceções telefónicas, vigilâncias e análise de centenas de milhares de ficheiros digitais. Apuram-se ligações com suspeitos nacionais e estrangeiros, com diligências dispersas para identificar cada interveniente.

Em março e abril últimos, o MP destacou a existência de vários suspeitos com intervenções diferenciadas e dispersas, o que complica a responsabilização individual. O objetivo é apurar a radicalização e a disponibilidade para ações concretas.

A PJ também solicitou cooperação internacional sobre armas impressas em 3D e ligações ao extremismo de direita. O caso é considerado sensível, delicado e perigoso, com operações de ocultação observadas entre os intervenientes.

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