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CIM Leiria pede resposta mais rápida aos danos da tempestade Kristin

CIM da Leiria exige resposta rápida a danos da tempestade Kristin e reforços de resiliência para evitar repetição de falhas

Câmara Municipal de Leiria, Fachada, Edíficio
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  • O secretário executivo da CIM Leiria, Paulo Batista Santos, pediu mais rapidez na resposta a situações como a tempestade Kristin e reforçou a necessidade de tornar as regiões mais resilientes.
  • Kristin afetou sobretudo a região de Leiria no final de janeiro, com danos estimados em 560 milhões de euros na CIM Leiria e 961 milhões na região Centro; Leiria concentra 58,3% dos prejuízos da região.
  • A tempestade provocou seis mortos, 775 feridos e 344 deslocados, além de um apagão que deixou 94 mil clientes sem eletricidade; houve cortes de estradas e quedas de infraestruturas críticas.
  • Foram mobilizados mais de 12.128 operacionais e 3.874 viaturas; foram distribuídas 1.750.000 metros quadrados de lonas, 550.000 telhas e apoio a 11 mil pessoas.
  • O apoio à população incluiu 442 toneladas de alimentos entregues a 9.827 famílias e mais de mil visitas domiciliárias; o SIRESP funcionou, mas houve falhas em energia e comunicações.

O secretário executivo da CIM Leiria, Paulo Batista Santos, afirmou que Portugal não tem uma resposta rápida suficiente a emergências como a tempestade Kristin, e que é necessária maior resiliência regional. O debate ocorreu online, após Kristin afetar sobretudo a região de Leiria no final de janeiro.

Segundo a CIM Leiria, os impactos da tempestade ocorreram em todos os 10 municípios da região, com prejuízos estimados em 560 milhões de euros. A cidade de Leiria concentrou 58,3% dos prejuízos da região Centro, num total próximo de 961 milhões de euros. O balanço inclui também seis mortos, 775 feridos e 344 deslocados.

O apagão generalizado deixou 94 mil clientes da E-Redes sem eletricidade, interrompendo estradas e serviços públicos. Ao longo dos dias de resposta, mais de 12 mil operacionais e 3.874 viaturas estiveram no terreno para apoiar. A população recebeu 1.75 milhões de metros quadrados de lonas e 550 mil telhas, distribuídas por cerca de 11 mil pessoas.

Além disso, a atuação incluiu a distribuição de 442 toneladas de alimentos a 9.827 famílias e mais de mil visitas domiciliárias para atendimentos sociais e psicológicos. No conjunto, os impactos públicos exigiram custos de reposição de infraestruturas acima de 243 milhões de euros, com oito milhões de árvores derrubadas.

Na perspetiva operacional, o evento gerou uma ocorrência a cada sete segundos, segundo o 2.º Comandante Sub-regional da Região de Leiria da ANEPC, Ricardo Costa. O SIRESP funcionou e houve boa articulação entre proteção civil, forças armadas e autoridades. Ainda assim, emergiram problemas energéticos e de comunicações, indicando falhas na resiliência energética de serviços como hospitais e lares.

A sessão destacou a necessidade de aprender com a experiência, reforçar o planeamento e aglutinar os dispositivos existentes para melhorar a resposta a futuras crises. O debate contou com a participação de especialistas da Universidade Lusófona e da Proteção Civil, que sublinharam a importância de medidas preventivas.

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