A Câmara Municipal de Sintra aprovou um protocolo com o Exército e a Parques de Sintra-Monte da Lua PSML para vigiar a serra de Sintra. O acordo aplica-se durante o período de maior risco de fogos rurais, com participação militar e apoio institucional. A decisão foi tomada por unanimidade pelo executivo.
Segundo a minuta, o Exército irá colaborar em missões de proteção civil e na satisfação de necessidades básicas para as populações, enquanto a autarquia promove a proteção ambiental na serra, mantendo a Serra como eixo de proteção civil municipal.
A PSML, responsável pela gestão de parques, monumentos e propriedades no perímetro florestal, apoia a vigilância para melhorar a preservação do património natural e cultural na serra. O objetivo é deter, de forma dissuasora, atividades que possam favorecer incêndios.
Protocolo operacional
O Exército, através do Regimento de Comandos da serra da Carregueira e do Regimento de Artilharia Antiaérea 1, vai apoiar na observação de espaços florestais, de forma fixa ou móvel. O objetivo é detetar incidentes e identificar autores, se possível.
A vigilância móvel decorre de 04 de maio a 02 de novembro, no âmbito do Sistema de Gestão Integrada dos Fogos Rurais. Pode ser alargada em dias de perigo elevado ou máximo mediante comunicação prévia do município.
O Exército disponibiliza diariamente uma viatura e três militares para operações noturnas. Estas equipas devem comunicar ocorrências anormais ao Serviço Municipal de Proteção Civil, ao Comando Sub-Regional da Grande Lisboa da ANEPC, à GNR e à PSML.
O município assegura meios de comunicação, combustível e apoio logístico, bem como colaboração em ações culturais não operacionais. A PSML oferece alojamento na serra para descansos e assegura cobertura de danos materiais às viaturas.
Apoio aos Bombeiros de Sintra
O executivo aprovou, por unanimidade, uma verba de cerca de 71 mil euros para apoiar os Bombeiros Voluntários de Sintra. O objetivo é a aquisição de um veículo florestal de combate a incêndios, no valor total de 235.500 euros.
A compra substitui uma viatura danificada num acidente durante uma formação de condução fora de estrada em outubro de 2025. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil comparticipa 164.493 euros, 80% do valor, para manter operacional a resposta ao fogo rural/florestal.
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