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ACP propõe novo Código da Estrada com penas mais duras para álcool

ACP propõe reforma do Código da Estrada com penas mais pesadas para álcool, formação obrigatória para condutores com mais de 25 anos e novas regras de segurança

ACP defende "aumento substancial das coimas e das penas para a condução sob o efeito de álcool"
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  • O Automóvel Club de Portugal (ACP) propõe uma reforma estrutural do Código da Estrada, com aumento substancial das coimas e das penas para a condução sob o efeito de álcool, incluindo formação obrigatória para encartados com mais de 25 anos de carta.
  • Propõe tolerância zero (0,0 g/l) de álcool para condutores profissionais, de emergência e em regime probatório; agravamento das coimas a partir de 0,2 g/l para os restantes, com penalizações entre 250 euros e 3.000 euros e cassação do título em caso de crime ou reincidência.
  • O uso de telemóvel ao volante passaria a ter coimas entre 500 euros e 1.250 euros; propõe também a proibição de entrada de veículos com motor elétrico nos transportes públicos.
  • Medidas adicionais incluem velocidade máxima de 30 km/h a 150 metros de escolas e hospitais, proibição de transportar crianças menores de 12 anos em motociclos, harmonização de regras de estacionamento em postos de carregamento elétrico com sanções para ocupação indevida, avaliação médica presencial para revalidações e zonas de testes regulamentadas para veículos autónomos.
  • O ACP defende ainda segurança rodoviária desde a escola, com módulos no pré-escolar e 1.º ciclo, disciplina obrigatória de segurança rodoviária nos 2.º e 3.º ciclos, conteúdos de perceção de risco e fim da obrigatoriedade de mudanças manuais para a categoria B, além de condução acompanhada por tutor apenas em locais fechados.

O Automóvel Club de Portugal (ACP) apresentou uma proposta de reforma estrutural do Código da Estrada, com um aumento substancial das coimas e das penas para condução sob o efeito de álcool. O conjunto de medidas foi divulgado num comunicado esta quarta-feira, após o novo ministro da Administração Interna anunciar a revisão do CE.

Entre as medidas, o ACP defende a formação obrigatória para condutores com mais de 25 anos de habilitação e a obrigatoriedade de uso de capacete para utilizadores de bicicletas, velocípedes a motor e mobilidade elétrica. Também propõe alterações no ensino da condução.

As propostas chegam ao MAI num momento em que o Governo reativou a Brigada de Trânsito da GNR, com mais fiscalização, após um aumento de mortos e feridos graves em acidentes na Páscoa. O ACP afirma que o objetivo é reduzir a sinistralidade.

Medidas de álcool, telemóvel e mobilidade

O ACP defende tolerância zero de álcool (0,0 g/l) para condutores profissionais, de emergência e em regime probatório, atualmente 0,2 g/l para a maioria. Propõe agravamento das coimas a partir de 0,2 g/l, com valores entre 250 e 3000 euros, e cassação do título em caso de crime ou reincidência.

O uso de telemóvel ao volante passaria a multar entre 500 e 1250 euros, mantendo a proibição de condução com dispositivos móveis. Outra medida é a proibição de entrada nos transportes públicos de veículos com motor elétrico.

Vias, tráfego e educação

Entre outras propostas, o ACP sugere uma velocidade máxima de 30 km/h junto a escolas e hospitais, e a proibição de transportar crianças menores de 12 anos em motociclos. Propõe também a harmonização das regras de estacionamento em postos de carregamento elétrico, com sanções para ocupação indevida.

A reformulação prevê avaliação médica presencial para todas as revalidações de carta e zonas de testes regulamentadas pelo IMT para veículos autónomos. A segurança rodoviária inicia ainda na escola, com módulos de educação rodoviária no pré-escolar e no 1.º ciclo.

Formação, exames e serviços de transporte

No ensino da condução, o ACP sugere conteúdos de perceção de risco e o fim da obrigatoriedade de mudanças manuais para a categoria B. A condução acompanhada por tutor fica limitada a locais fechados, com horas de formação mantidas.

Para motociclos, defende formação prática obrigatória para titulares de carta B que pretendam conduzir 125cc e o fim da autopropriedade na categoria A. A atualização de conhecimentos envolve formação obrigatória e gratuita para condutores com mais de 25 anos.

Na área dos TVDE, o ACP propõe requisitos mais rigorosos, como prova de português (nível A1) para motoristas estrangeiros, registo criminal do país de origem e um exame prático de condução. Sugere ainda uma plataforma única para registar serviços e controlar tempos de trabalho.

Contexto e objetivo

O ACP recorda que a última grande reforma ao Código da Estrada data de 2005 e que o ambiente rodoviário mudou com tecnologia e novos utilizadores. O documento enfatiza a necessidade de atualização para enfrentar a crescente sinistralidade rodoviária.

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