Nos termos de uma intervenção coordenada pela Proteção Civil nacional, seis entidades vão agir em conjunto para limpar material combustível acumulado pela tempestade Kristin, reabrir caminhos e melhorar estradas florestais. A operação terá lugar nas regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.
O esforço é liderado por um camião TIR da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, designado Centro Táctico de Comando, que já está estacionado nos Bombeiros Sapadores de Leiria. A operação temporária decorre até 31 de maio, devido ao calor e à secura que dificultam os trabalhos de limpeza.
O Centro Táctico de Comando integra o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) e envolve o ICNF, a Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais, a Guarda Nacional Republicana, a Liga dos Bombeiros Portugueses e o Estado-Maior-General das Forças Armadas. As entidades dependem de Defesa Nacional, Administração Interna e Agricultura.
Estas estruturas foram criadas na sequência da significativa queda de árvores provocada pela tempestade Kristin, que obstruiu a rede viária forestal e elevou o risco para populações e infraestruturas. O presidente da Câmara de Leiria estimou que oito milhões de árvores foram danificadas ou destruídas.
A prioridade é identificar zonas críticas de intervenção e atribuir missões aos meios do CIPO, que incluem sapadores florestais, proteção civil, GNR, bombeiros e militares. A meta central é desobstruir caminhos para facilitar a circulação dos veículos de combate a incêndios.
O grande foco é a desobstrução de vias, para garantir mobilidade de meios de combate e evacuação. O ministro da Administração Interna sublinhou que as áreas prioritárias já estão quase definidas, com Leiria a exigir atenção especial pela gravidade dos danos.
Para o Governo, o dispositivo vai permitir disponibilizar meios humanos e equipmentos conforme os locais identificados. O ministro da Agricultura apelou aos proprietários para remover madeira de terrenos críticos, lembrando um apoio potencial entre mil e 1500 euros por hectare.
Fonte: Lusa.
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