- O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) indica que, em 2025, houve aumento da presença de utilizadores menores e jovens adultos em grupos online de matriz aceleracionista e neonazi.
- Os grupos são nacionais ou transnacionais e incluem ainda comunidades satânicas, incel e niilistas, com forte ligação à extrema-direita.
- Jovens extremistas de direita partilham conteúdos de propaganda do terrorismo islamista, aumentando o sentimento de ódio nas redes e no mundo offline.
- Os utilizadores portugueses não são apenas consumidores, mas disseminadores de conteúdos violentos e de manuais que incitam violência, potencialmente recrutando e a planear novos atentados.
- A evolução aponta para movimentos nacionalistas de extrema-direita com presença online e líderes carismáticos a substituir os antigos skinheads; o discurso de ódio fica mais normalizado, enquanto a extrema-esquerda permanece sem expressão relevante em criminalidade violenta.
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025 indica um aumento da presença de menores e jovens em grupos online de matriz aceleracionista e neonazi. A informação foi partilhada no parlamento.
Segundo o documento, utilizadores portugueses, sobretudo menores e jovens adultos, integram grupos nacionais e transnacionais de extrema-direita, bem como grupos satânicos, incel e niilistas. Há também propaganda de terrorismo islamista.
O RASI aponta que esses utilizadores não são apenas consumidores, mas disseminadores de conteúdos violentos e de propaganda, incluindo manuais que incitam violência. Podem contribuir para o recrutamento de novos atentados.
A análise destaca que grupos neonazis continuam, mas perdem força entre os jovens para movimentos nacionalistas de extrema-direita com presença online e líderes carismáticos. A influência digital é clearer.
O surgimento de identidades identitárias elevou o discurso de ódio, dentro e fora da internet, aproveitando narrativas políticas para mobilizar radicais. O descontentamento social é redirecionado para identidades mais radicais.
Quanto a grupos dedicados a artes marciais ou treino, o relatório observa que atraem sobretudo homens jovens com interesse desportivo, propensos à violência e, muitas vezes, isolamento social ou questões psicológicas.
Relativamente a grupos de extrema-esquerda e ao movimento anarquista, o RASI indica que não houve relevância significativa em criminalidade violenta organizada, ainda que tenham ocorrido ações de protesto.
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