- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirma que a utilização da Base das Lajes pelos EUA tem sido ínfima face à presença e aos recursos norte‑americanos no Médio Oriente.
- A autorização portuguesa para a base condiciona o uso a resposta a ataques, de forma proporcional e apenas contra alvos militares; o acordo com os EUA tem apoio das grandes forças políticas portuguesas.
- O Governo considera injustas as críticas de Donald Trump aos aliados da NATO, dizendo que a operação não foi comunicada previamente e não se pode exigir alinhamento total.
- Portugal mantém um trabalho diplomático intenso sobre o conflito no Médio Oriente e mostra-se expectante quanto a uma fase de cessar‑fogo que permita negociações de paz.
- O país mantém posição de não apoiar o conflito nem o ataque que o desencadeou, defendendo o multilateralismo, a ONU e o direito internacional.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos tem sido ínfima face à escala de recursos norte-americanos no Médio Oriente. A avaliação surge no contexto do conflito com o Irão.
Rangel explicou que a autorização portuguesa para a utilização da base está condicionada a que o material utilizado seja apenas em resposta a ataques, de forma proporcional e direcionada a alvos militares. O acordo com os EUA é visto como consensual entre relevantes forças políticas nacionais.
A diplomacia portuguesa mantém que as condições impostas foram recebidas pelos principais partidos, incluindo o PS e o Chega, sem oposição expressa. O Governo considera que as exigências estão a ser cumpridas pela administração de Washington.
Contexto internacional e alinhamento estratégico
O chefe da diplomacia portuguesa frisou que o Governo tem razões para crer que as condicionantes estão a ser respeitadas e destacou a avaliação de que a comunicação prévia aos aliados não ocorreu. A posição de Portugal mantém-se de não apoio ao conflito nem ao ataque que o desencadeou.
Rangel sublinhou que, apesar de divergências na NATO, a confiança nos objetivos e na missão da aliança permanece intacta. O Governo intensificou o trabalho diplomático e aguarda evolução do cessar-fogo na região, sustentando a necessidade de uma negociação de paz aceitável para as partes.
Portugal reforçou a posição de que não subscreve o conflito e apoia esforços diplomáticos para chegar a um cessar-fogo duradouro. O Ministério dos Negócios Estrangeiros considera essencial criar condições para negociações de paz entre as partes envolvidas.
O ministro reiterou que o momento atual é desafiante para o multilateralismo, o papel da ONU e o direito internacional. Portugal afirma não perder de vista estes valores e perspetiva que o caminho passa pela diplomacia e pela cooperação internacional.
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